“Ele” esta em toda a parte: vitrines, restaurantes, supermercados, consultórios médicos, funerárias, festas etc. Em qualquer lugar por onde você anda lá esta uma plaquinha dizendo: “aceitamos cartão de credito”!
Acredito que esta placa foi confeccionada com algum tipo de mensagem subliminar! Acompanhem meu raciocínio…
Você esta sem um centavo, numa sexta feira à noite sentido-se merecedor daquele chopinho com os amigos, acompanhado de uma musica ao vivo então… Não há como resistir à tentação, eis que surge a idéia ainda ao telefone com o amigo que esta lhe convidando, e conseguinte a pergunta crucial: Nesse barzinho aceita cartão?
A resposta raramente é negativa e cá pra nós é como uma passagem para o paraíso!
Outra situação… Você acaba de ver na internet que aquele livro tão esperado, daquele autor que não publica nada há séculos esta a venda, e olha outra facilidade do cartão, você nem precisa sair de casa, ali mesmo sentado em frente ao PC você compra o livro.
Domingo sem saco de ir pra cozinha, mas novamente sem um “tostão furado”, você corre até seu restaurante preferido (na maioria das vezes ele costuma ser caro), porque já que se vai gastar, gastemos com classe e satisfação, afinal você tem cartão, assim passa o domingo satisfeitíssimo por ter degustado aquele manjar dos deuses.
Termino de namoro é um perigo, todas as lojas são como divãs, e como toda boa mulher as lojas de sapatos parecem ter o segredo para lhe trazer o prazer roubado por aquele “pé na bunda”, manicura, cabeleireiro, chocolates, livros de auto ajuda, revistas esotéricas, baladas e mais baladas, onde você ira encontrar o mais novo solteiro e pirraça-lo até a morte, afinal de contas ex que termina assim “do nada” e se joga na noite, não merece ter paz.
Evidente que para todas essas coisas é preciso dinheiro, mas quem precisa de dinheiro quando se tem cartão de credito?
“Ele” o cartão, reuni todos os sete pecados capitais, mas Deus em sua infinita misericórdia e amor, nos perdoa e realiza um milagre, onde conseguimos pagar a fatura sempre em dia, no valor total, para no mês seguinte começar a mesma “via sacra”!
“Para tudo na vida existe cartão de crédito”, para o pagamento da fatura: Fé em Deus!
D.S.L
Eu vou dar um “pedala” no sujeito
Preciso encurtar as coisas! Parágrafos principalmente (risos)!
Usar e abusar de pontos de interrogação, exclamação, reticências; Não é preciso explicar tudo, mas com tanta gente acometida de analfabetismo funcional e “emocional”, tenho medo de que não me entendam.
Preciso deixar de aprofundar demais a vida. Ficar mais rasa, a beira do rio, ao invés de sempre mergulhar sem medo!
Deixar de me espalhar e oferecer-me a qualquer um, ando muito “facinha”, qualquer um chega, toca, leva, alegra, qualquer um machuca! Poucos amam!
Tenho que aprender que sorrisos são valiosos, que abraços são especiais, conselhos ou consolos são essenciais na vida, quando quem aconselha ou consola pretende somar, construir, amar.
Aprender que são poucas as pessoas dispostas a ouvirem a verdade (tem gente que pede por isso e se ofende quando encara os fatos), mesmo que a verdade as liberte, tem “nego” que esta acostumado a viver aprisionado, que não consegue sair da jaula.
A verdade mesmo transitória em algum momento existe. Difícil saber a verdade de todos os momentos, encara-la, é melhor camuflar, florear, poetizar!Definitivamente eu preciso parar com isso!
Quero ser mais direta, chega de “passar a mão na cabeça”, de tudo relevar, facilitar… De agora em diante eu vou complicar, brigar, e ao invés de “passar a mão na cabeça” eu vou dar um “pedala” no sujeito.
Preciso entender mais de mim, porque dar amor não pode ser pra qualquer um, na minha lei tem que ser pra todos (risos)!
D.S.L
“Do Vietnã nos aplaudem, viva, viva os loucos que inventaram o amor” (Astor Piazzolla/ Horácio Ferres)
E.T – Para alguem especial que anda me ajudando muito com suas observações!Obrigado minha amiga! Da sua escriba!
Mesmo cheio de amor permanece vazio
Caminho pelo deserto, lentamente e descalça pela areia quente, meus pés ardem e a boca seca clama pelo rio da vida.
Carrego o livro das leis, a claridade me cega, tamanha a luz da descoberta deste mundo novo.
Caminho pelo deserto, nada vejo alem de minhas pegadas que vão sendo apagadas pelo vento.
Não há mais noite, nem tardes, nem manhãs, cansada e atordoada pela luz em meu caminho, resta-me seguir em frente, sem saber ao certo onde vou chegar.
É um caminho do qual não há mais volta.
Sinto medo, carrego nos braços a lembrança dos teus abraços quentes, carrego em meu peito a melodia alegre de todas as musicas, porem não existe mais nada. Todos os sons morreram.
Choro do qual não há consolo, eu te feri e a solidão agora é minha companheira. Eu poderia conviver com qualquer solidão que me dessem, menos com esta, que vem de ti, dos teus olhos insatisfeitos.
Meu coração continua aberto, como se o tempo o rasgasse cada vez mais, já não vejo formas de trancá-lo dentro de mim, quando neste momento o que mais aguardo é encontrar-me novamente e permanecer nem que por um instante sendo apenas minha.
Caminho pelo deserto, quente, seco, iluminado, olhos voltados aos céus como se lá estivessem todas as minhas perguntas, todas as resposta, como se cada raio de sol desvendasse todos os meus medos e escondesse todos os meus defeitos, e desafiasse todos os meus tropeços.
Passos nulos, cambaleantes, desertos, não estou lá, estou aqui, buscando dentro de mim a bússola para encontrar novamente um abraço, um colo, um novo ar.
O vento me invade, tempestade que anuncia a chegada de novos tempos, no qual não existe ponteiros, somente as horas que passam desapercebidas, de um amanha que parece não chegar, pois o sol deste deserto não cessa. Já não há mais dia.
Quero permanecer calada. Preciso continuar caminhando e para isso é necessário fôlego.
Não me tome, não me toque, não me veja, não preciso de ninguém a meu lado, pois antes de encontrar-te preciso buscar-me, buscar-me para lhe dar respostas.
Meus olhos estão cansados, pois como não existe mais noite, eu permaneço durante dias sem dormir, quero apenas descansar, voltar a beber dos teus seios cheios de leite, onde encontrei nas primeiras horas o néctar da vida, talvez esta seja minha cura, talvez esta seja a minha sina, terminar nos braços.
Eu quero chorar, mas não posso enfraquecer-me nesta hora, preciso de mim, e se eu fraquejar neste momento vou cair, e caindo atravessarei este abismo diante dos meus pés, não posso agora dilacerar-me pela queda, é preciso que você esteja lá, para amparar-me, é preciso que teus olhos me enxerguem alem de todas essas aparências, além de todos estes obstáculos.
Eu digo tudo ao mesmo tempo, não há pausas entre meus pensamentos. Não há pausas entre estes dias, a vida pulsa e tudo acontece no mesmo momento.
Mesmo empalidecida eu não vou cair, teus cuidados me fazem retornar a vida e torno a cantar, dançar, viver.
Eu te entreguei um diamante na ultima noite que sonhei, um diamante de um brilho entontecedor, cegou-te, e mesmo assim você sorria e me perguntava, mesmo vendo-me naufragada em minhas duvidas o que fazer com ele? Acordei gritando: Ame-o.
Logo dei-me conta de todo o meu cansaço, buscando a tudo isso eu sempre acabo ferida, buscando tudo isso o que me resta são manhãs solitárias, e noites sem esperanças, é pecado, é assombro, ilusão, já não sei ao certo, já não há mais erros. Difícil à vida que não vê obstáculos, difícil à alma que não complica suas razões, nem emoções, tudo parece fácil diante dos meus olhos, tudo é compreensível, e diante da inflamada multidão que grita, peço perdão pelos meus embaraços, não sou absorvida, portanto resta-me esta suplica aos céus, resta-me estas lagrimas secas pelo sol deste deserto, resta-me teus braços a também tentar chegar a mim, resta-me este choro calado, o choro de todos os poetas que não quer ver apagado a chama de uma busca que só existe em seu caminho solitário. Quantos mais morrerão sem ver? Quantos mais morrerão sem encontrar? Quantos mais viveram não sem ver, porem sem sentir. Sim, mais um poeta caminha pelo deserto, mais um poeta cega-se pela luz divina que o ilumina, mais um poeta se explica ao mundo. Quantos mais O perguntarão qual segredo há? Quantos mais cantarão por tristes noites solitárias, onde o peito mesmo cheio de amor permanece vazio; Quantos mais carregarão mesmo que sem sentido esta esperança, este desatino de ter na vida o amor que sobrevive apenas em seus olhos cansados, em suas palavras sem rumo, em seus dias desertos, onde ainda o que lhe resta é a esperança de caminhar pela vida, acreditando que um dia esta busca terá fim, e por fim ele repousara em braços que não mais irão o libertar, pois sua alma já não mais aprisionada , vivera em outra vida.
D.S.L
Veja, sinta, viva!
Vejo Deus todos os dias e sempre surpreendo-me do modo como Ele me aparece!
Pode parecer loucura.
Vejo Deus no anoitecer quando o céu estrelado anuncia uma linda manhã; ou no por do sol, quando o céu se transforma em um grande quadro, de cores inimagináveis e formas perfeitas; nas ondas do mar; no arco-íris; nas tardes onde a chuva exala seu cheiro…
Vejo Deus em tudo o que a ciência não sabe explicar: no amor, na amizade, na paz, na vida… Nas doenças curadas pela fé, na luta das pessoas para sobreviverem, na sede de justiça, na fome de vida… Na alegria, na saudade, na humildade, na liberdade.
Vejo Deus na vida do jovem que ignora as drogas e acredita em si; nas mães que protegem, vivem e até mesmo morrem por seus filhos; no olhar do pai que senti orgulho da pessoa que ele ajudou a criar; na admiração dos avós que se vêem prostrados perante alguém tão pequenino.
Vejo Deus em toda a bondade que ainda há no mundo; na vida de quem sobrevive a guerra; na esperança de quem recomeça; na lembrança de quem se foi; na vida de quem nada tem; na fé de quem tudo perdeu.
Vejo Deus na musica, na arte, na sabedoria, na coragem… Mas além de vê-lo, posso senti-lo… Sinto Deus no abraço sincero de um amigo, nos doces beijos de minha mãe, nas mãos seguras de meu pai, na força que me alimenta quando preciso recomeçar, em noites solitarias onde alguem parece me acolher com um abraço, dentro mim quando o amor chega em minha vida.
Na verdade Deus pode ser visto por qualquer um, basta querer enxergar, basta ter fé, esperança e amor, sempre!
Vejo e sinto Deus todos os dias, portanto carrego em mim a certeza de que no dia em que eu não mais O ver, é porque certamente estarei a seu lado tocando sua face, se assim for eu merecedora.
D.S.L
Ainda há esperança!

Até onde vai a força de uma amizade?
Foto de Fernando Donasci/ Folha imagem/ Caso Eloá
Santo André – SP
Não foi por amor
Em memoria de Eloá, nome de origem hebraica que significa Deus!Que Este a acolha em paz!
O que mais dói além da vida fresca que se encerrou em meio a tanta crueldade, sofrimento e injustiça, são todas as coisas que ficarão para sempre na lembrança daqueles que viveram com ela nesses poucos quinze anos, e todas as outras coisas que ela não vivera e que não serão compartilhadas com aqueles que realmente a amam.
Seus pais não presenciarão sua entrada numa igreja, vestida de noiva, ainda mais linda do que sempre foi, sua mãe não lhe ajudara a cuidar do primeiro filho, os natais em família não serão como antes, a vida de todos os amigos ficara marcada por essa cicatriz que sempre estará lá, os vizinhos terão mais medo e cuidado em relação aos amigos, namorados ou qualquer pessoa que seus filhos se envolvam
A menina linda, de riso aparentemente fácil e de um brilho e beleza estonteante não terá um primeiro emprego, uma profissão, não dançara no baile de formatura, não tomara o primeiro porre, e tantas outras experiências comuns a quem vivi, pois a menina partiu, levando seu brilho certamente para dentro de alguma estrela que poderá ser vista em noites claras, cheias de encanto e magia, assim como o encerramento desta vida que certamente deixa marcas profundas em todos nós.
Fica uma sensação de impotência, medo, tristeza, é quase inacreditável que alguém possa usar o amor como arma para cometer tamanha atrocidade.
Não foi por amor!
Egoísmo, maldade, loucura, perversidade, fraqueza, possessão, mas jamais por amor.
O amor serve para transformar ódio em perdão, arma em flores, guerra em paz, morte em vida, assim como a da menina que doou-se em um ultimo ato de amor, seu coração batera em outro peito, seus olhos brilharam em outra face, seus pulmões respirarão novos ares, e ela ficara viva ainda por muito de uma forma tão linda quanto ela.
Não foi por amor!
Não sei se devo dizer que ele estava com o coração partido, sangrando, pois não sei se ele tem um. Não sei quantas dores o fizeram chegar a tal ponto, ou quantas vezes sua vida foi desfeita por um termino, ou qualquer outra perda, seja como for, não lhe era de direito destruir a vida de tantas pessoas, não cabe defesa, nem paciência, nem cuidado, a ele nada mais cabe, talvez nem sua própria vida.
Eu não sei o que Deus pretende nos ensinar, quando permite que algo tão ruim acometa nossas vidas, talvez perdão, talvez alerta, mas certamente mostrar que o amor não é isso, e que é preciso leva-lo mais a serio, com mais cuidado, vive-lo de forma crescente, sadia, alegre e triste quando tiver que ser, mas vive-lo, e jamais bater, machucar ou matar em nome dele!
D.S.L
É com o coração invadido de tristeza que rabisco estas palavras
A procura da “noitada” perfeita!
Eu queria ter te levado à festa ontem, dançado com você, deixando a noite ao amanhecer, com os pássaros a cantar a nossa ultima musica, aquela melodia que anunciaria a chegada de mais um dia ao seu lado, daí então deitar você na minha cama de solteiro mesmo pra gente dormir mais que junto, mais que perto, se misturando, se invadindo… Adormeceria olhando pra você e pedindo a Deus que todas as manhas eu acordasse do mesmo modo: com você do meu lado.
Eu quero…
Mas você se quer me conhece, a vida ainda não deu jeito de nos apresentar! Mesmo eu saindo quase todas as noites, mesmo eu cantando, dançando e sorrindo, como se te buscasse com tudo isso, como se você estivesse por perto a todo o momento, talvez com medo de chegar até mim, ou então esperando assim como eu a hora certa.
Sentimentalmente falando eu já estou na terceira idade!(risos). Ainda não descobri como as pessoas se dão de corpo tão facilmente, fazendo fila na noitada pra distribuir nada! Beijos sem desejo, sem magia, nada! Mãos que tocam corpos sem a claridade de algum sentimento, olhos que mal se cruzam, e belezas tão frias, tão nulas, tão sem interesse, eu não entendo. Apenas pra fazer “numero”, estar na moda, entre os dez mais cotados da madrugada.
Todos os mais cotados certamente acordam como eu, ou pior, pois mais cruel do que acordar sonhando com alguém que não esta do seu lado, é acordar com um pesadelo e um enorme vazio que não cabe na alma, bem pior do que este vazio que eu tenho dentro de mim agora, pois um dia eu vou preenche-lo de você, e de todo amor que guardas para o momento do nosso encontro, vou entupir esse vazio com todos os seus sorrisos, e beijos, abraços, e palavras doces, os seus melhores olhares, todas as noites de amor que teremos e que certamente serão infinitas!Vou preencher esse vazio com todos os poemas bobos que vou te escrever, com os sorrisos amarelos que você terá toda vez que esse meu amor explodir em meio a quem quer que seja, vou cantar pra você, te olhar, e passar as mãos sobre o seu rosto todas as vezes que você me olhar daquele jeito como se dissesse: como eu posso te amar tanto?
Eu queria que você estivesse aqui agora, esta quase insuportável à falta que você tem feito em todos os meus dias.
Já não sei onde te encontrar, de que forma chamar sua atenção!Mas seja como for, pode até ser que eu te encontre numa dessas “noitadas” de gente vazia, com seus beijos sem luz, e seus abraços frios, eu sei, quando chegar o momento a gente vai se reconhecer!
Demora não!
D.S.L
Grata e feliz…
Olá a todos os amigos que estão passando por aqui!
Quero agradecer ao tempo gasto com minhas palavras!
Um abraço especial a todos que comentam, seja aqui, ou pessoalmente!Vocês é que me fazem querer continuar!
Que Deus os abençoe! E continuem lendo, indicando etc.
Com esperança!
E.J.G
Quando tudo o que quero é um final feliz
Obs: Escrito a muito tempo…
Ao contrario do que possa parecer eu não me sinto leve, não é fácil estar no meu lugar, na minha situação, não é nada fácil!
Por mais que quisesse lutar contra, no fundo esperava que desta vez talvez, quem sabe, poderia enfim acontecer, mesmo que todas as evidencias mostrassem o contrario, mesmo que todos pedissem para que me prevenisse, eu tenho esperança nas pessoas, e sei que com carinho, cuidado e atenção elas podem mudar, ou melhorarem, ou compreenderem a vida de uma outra maneira, não a minha maneira, mas da maneira delas próprias e assim se sentirem mais felizes, mais completas, talvez encontrando o que elas buscam, já que cada um busca algo.
O teu jeito leve de ver as coisas, as tuas risadas fáceis, o teu sarcasmo, e até os teus abraços curtos, e teus olhos medrosos, seus beijos sem destino, começavam a me cativar, sim, eles estavam a me dizer alguma coisa, talvez algo que você nem seja capaz de entender, no pouco eu sentia com esperança que poderia se tornar muito.
Não é fácil estar aqui sentada, mais uma vez, me despedindo, não é fácil estar aqui mais uma vez escrevendo palavras que provém de uma esperança manchada, e de um coração que tantas vezes viu suas portas se abrirem e na mesma rapidez se fecharem.
Não é fácil saber que mais uma vez eu fui teimosa e remei contra a maré, no teu caso contra a tua essência.
A culpa não é sua, talvez eu seja frágil demais, talvez nasça desta fragilidade aparente o medo que as pessoas sentem em me “contar”, ou dizer certas situações, eu sempre tentei te compreender, e por absurdo que fosse a historia eu tentava enxergar verdade nas tuas palavras, eu lhe dei um voto de confiança, e agora eu me pergunto quantas coisas você deixou de me dizer com medo da minha fragilidade, ou sei lá que nome possa dar a esse medo que todos sentem.
Era mais simples do que você imaginava, mas você não estava com disposição suficiente, sei que estava se empenhando em ser aquilo que todo mundo espera, alguém meio que “normal”, com outro alguém meio que “normal”, pra fazerem coisas meio que “normais” juntas, mas sejamos sinceros, não é dessa normalidade que você precisa, não neste momento. Não é de toda essa paz, e do meu abraço acolhedor, e dos beijos cheios de carinho, e do meu olhar a tentar penetrar no seu, não é disso que você precisa, não nesse momento.Eu posso estar enganada, mas agora você precisa se encontrar, precisa saber quem é, pra depois saber o que querer.
Eu sinto muito, por mim, e por você, e por todas as noites que não vão mais acontecer, e por todas as tardes que vão desaparecer dos meus sonhos, e pelos bobos poemas que eu nem cheguei a rabiscar, eu sinto muito por estar aqui, tendo que lhe escrever tudo isso, com tanta tristeza, uma tristeza que não vem só dessa historia, trata-se de algo acumulado, de um passado cheio de erros, repleto de historias que terminam sempre assim, tristes, quando tudo o que quero é um final feliz.
Eu não estou chateada com você, nem magoada, nem ferida, trata-se de algo que não tem nome.
Eu vou sentir saudades!
E é como já lhe disse infinitas vezes… Estarei aqui sempre que você precisar, não como namorada, ou “ficante”, paixão, ou amor, estarei aqui como amiga, pode contar comigo sempre.
Tem uma frase que diz que: “às vezes quando a gente perde, a gente ganha”, espero ganhar tua amizade sincera.
E assim como eu, que não perderei a esperança de encontrar o que procuro, mesmo não sabendo onde esta, eu lhe peço que não perca a esperança de se encontrar, e ser feliz!
Pode soar ingênuo mas é isso que nos faz forte e que jamais nos deixa desistir, mesmo em meio a tempestades.
Em algum momento o vento soprara tudo pra longe, e assim como uma janela que se abre, tudo o que se busca estará ao alcance das nossas mãos.
Acredite em Deus acima de todas as coisas, tenha encontros com ele, mesmo que pareça loucura, mesmo que aparentemente ele pareça estar em silencio, ele lhe diz alguma coisa todos os dias. Pare pra ouvir!
D.S.L
A melodia das aguas ao encontro das pedras
"_ Eu sei… Pensei que tinha acontecido alguma coisa, assim acaba me assustando! Só você mesmo… Não se cansa de me pregar peças? Pare de ser tão moleca! Onde já se viu marcar um encontro para dizer que…
_ Você é mesmo um tonto!
_ Por que? – perguntou surpreso.
Luiza colocou uma das mãos sobre o lado esquerdo do peito de Renato e com a outra acarinhou-lhe os cabelos, os olhos da menina admiravam o rosto de seu Querubim como se estivesse vendo-o pela primeira vez, nada mais foi dito, todas as perguntas calaram, todas as duvidas e “por quês” deixaram de existir, pode-se ouvir naquele instante a melodia das águas ao encontro das pedras, eis que enfim os olhos se fecharam, cúmplices dos lábios que estavam por se encontrar; todo aquele amor pareceu se concentrar naquele beijo, os braços se encaixaram ao corpo um do outro num laço de amor e esperança.
Após o beijo Renato não fez outra coisa senão sorrir, olhar para sua Luiza, sorrir novamente, e beija-la sem nada dizer para ter a certeza de que não estava a sonhar.
_ Por que não me disse nada?
_ Tive medo.
_ Medo? Ora Querubim! Eu poderia ter demorado ainda mais para descobrir e assim poderíamos ter se perdido um do outro.
_ Não vamos mais falar disso! Já não importa! Estamos aqui, não nos perdemos e antes que eu te beije novamente para ter certeza de que não estou sonhando, quero te dizer com todas as letras, com todos os sons que… Eu amo você. Desde do primeiro momento que olhei nos teus olhos meu coração te encontrou!
_ Querubim!
_ Sou sim, só teu!
_ Amo você também, quando me disse que iria embora descobri o quanto, fiquei desesperada. Você sofreu…
_ Não importa! – respondeu o rapaz sorrindo à deslizar a mão pela face de Luiza – Você é tão bonita, minha fada, princesa, rainha, todos estes nomes são para ti, minha “Helena”, dou-te todo este mar como prova do meu amor e não há ninguém no mundo que possa reclamar a esta propriedade, invalidando assim a prova de meu amor.
Luiza não agüentou a doçura daquelas palavras e permitiu que o brilho dos seus olhos se derramasse, nosso cavalheiro secou-lhe as lágrimas com beijos. Permaneceram no píer a conversar e sorrir até que a lua se espalhasse completamente pelo céu, dando ainda mais brilho àqueles olhares apaixonados… "
D.S.L
Trecho de um de meus livros!