Extravasa vida!

Tenho medo de morrer de felicidade…
Latente!
Sentir pra mim é o verbo, vida a frase, amor palavra que me governa.
Alegria… Pai, mãe, irmã de tudo.
Olhos castanhos que se confundem a sorrateira cor de por do sol.
Coração salta, não bate.
Tenho medo de morrer de felicidade!
Coração que não sabe, não entendi, apenas senti.
Senti tudo, todas as coisas do mundo;
Quase não durmo… Tenho medo do tempo perder…
Quero tudo!Tudo em mim, para assim simples sorrir.
Anjo e demônio de mim; santa e pecadora. Aprendiz e “professora” eterna dessa vida, onde nada mais importa-me mais, alem do certificado de que fui feliz.

D.S.L

E não é que minhas palavras virarão cenas…

CONVITE A TODOS OS MEUS CAROS AMADOS LEITORES, AMIGOS, ETC.

Estréia da Peça Teatral UNDERGROUND (O seu próprio segredo no seu subterrâneo)

Baseado na obra de Thiago Alves, Edmilson Cordeiro, Osvaldo Heinze, Marcio Rufino e Elaine de Jesus

Direção, criação de tema e adaptação dos textos: Marciel Pires

Realização: Cia de Teatro Luz.

Local:Teatro Celso Peçanha – Três Rios (RJ) – 20/09/2010 as 20:00 hs

QUEM PUDER IR, VAI ME DEIXAR AINDA MAIS FELIZ!

D.S.L

A violação do direito de se viver em paz


Ao sair para uma festa, como a maioria das pessoas, arrumo os cabelos, tomo banho, me visto de algo que vá de acordo com o lugar e motivação de espírito, perfume, brilho labial, um acessório aqui outro ali, dinheiro, celular, chaves de casa, sorriso no rosto, lua no céu, e no peito a esperança de uma noite rodeada de amigos, musica e todo o inesperado que a vida possa trazer.
A maioria das pessoas que conheço seguem praticamente o mesmo ritual, seja para uma festa, para um jantar, para simplesmente trabalhar, ir ao supermercado, a padaria da esquina, enfim, não conheço ninguém, diga-se de passagem graças a Deus, que saia de casa carregando na bolsa um revolver, uma faca, um estilete, um pedaço de pau, não conheço ninguém que sai de casa com o peito carregado de ódio, indo a uma festa para matar, roubar, destruir, não só a própria vida, mas qualquer outra vida que esteja em sua mira, ao seu alcance.
É inconcebível imaginar tal cena, pensem: você se arruma, e o melhor acessório que você ou um amigo seu ostenta é uma arma.
Muitos nem precisam de arma, conseguem manchar as mãos de sangue, ao dirigirem embriagados, ao espancarem o mais fraco ate a morte, uma garrafa quebrada ao meio, uma discussão banal, um motivo tosco e torpe, e lá esta um corpo ensangüentado que nada combina com a ornamentação alegre de uma festa, ou melhor, nada tem a ver com a ornamentação alegre de uma vida, pois a ninguém é dado o direito de matar, seja como e porque for.
Já não sei como me defender, já não sei aonde devo ou não ir, a vida tornou-se perigosa a todo instante, mata-se pelo mínimo: transito, ponto de ônibus, preconceito, vandalismo, arrogância, inveja, magoa, tristeza, drogas, álcool, ciúme, mata-se, e até mesmo o amor tornou-se motivo para alguns casos, mata-se em nome do amor, em nome da vida, até mesmo em nome de Deus.
Mata-se.
Sem dó, sem piedade, com requintes de crueldade, e palavras assim não deveriam ter rima, não deveriam contar historias de famílias destruídas, vidas ceifadas. Historias assim não deveriam ser ouvidas por pessoas de bem, que querem o bem, que buscam o bem, historias assim não deveriam atingir inocentes encontrados por uma bala perdida.
Medo de sair de casa, conviver com outro, pois já não se sabe qual olhar é mentiroso, não se pode adivinhar que a carona não vá lhe estuprar, matar e jogar seu corpo em um lixão qualquer, já não se sabe se a esmola dada num sinal de transito a um menino de doze anos não vai financiar na próxima esquina a compra de uma arma que ocasionalmente venha a ser apontada pra você, ou pra sua mãe, ou qualquer outro querido de seu coração.
Não se pode querer acabar com a violência utilizando-se da mesma arma, a paz precisa ser tão difundida quanto todas as outras questões as quais o mundo tem levantado em convenções internacionais, é preciso falar das guerras que nascem dentro dessas pessoas, da violência individual, pois a paz a qual me refiro é aquela que precisa ser plantada no coração de cada um, não adianta acabar com guerras declaradas, não adianta não termos armas químicas, bombas atômicas, controle de enriquecimento de urânio, pois o mundo só estará a salvo quando a humanidade conseguir se definir como humano, respeitando a si mesmo, ao outro, ao direito do outro, a paz do outro, a felicidade do outro.
A vida esta de portas abertas para todos, mesmo que para muitos as chances sejam difíceis, e as oportunidades escassas isso não pode mais ser desculpa para tanta violência, degradação e medo, principalmente o medo que vem calando e atormentando a inocentes.
D.S.L

A parada

 

 

Há quem pergunte o porquê de uma parada gay, quem diga ser desnecessário instituir um movimento para causa, e que tudo não passa de uma grande desculpa para festejar, há quem diga que desta forma não se luta por coisa alguma, mas com toda certeza os proprietários destes pensamentos não são gays e nem os amigos que chamamos carinhosamente de “simpatizantes”, e deste tipo de movimento só conhecem o que lhe são transmitidos pela televisão, nunca enxergaram de perto todo o colorido, alegria, nunca sentiram a energia que emana de cada corpo em movimento pela dança e musica que parecem gritar para assustar o preconceito daqueles que rotulam sem conhecer, sem saber, sem respeitar.

Confirmo que tudo é motivo de festa sim, pois o que ninguém critica ou julga são todos os outros dias os quais vivemos “dentro do armário”, calados para uma sociedade que ainda nos amedronta, e que em alguns momentos vestida de hipocrisia nos remete a pensar que o preconceito acabou, sendo que a violência, discriminação e consequentemente a falta de respeito continuam latentes seja na hora de procurar emprego, assumir-se para família, ter direitos constituídos como qualquer outro cidadão, enfim ter direito a amar, ser amado e viver este amor tão castigado e visto como estranho por muitos, quando em essência o amor por si só não conhece cor, sexo, raça, é somente amor e mais nada.

A finalidade deste movimento é provar de uma vez por todas que a homossexualidade não é um dragão com sete cabeças que cospe fogo e machuca as pessoas, é literalmente parar um dia que seja toda uma cidade para que ela conheça a face de muitos que se escondem não por opção, mas por imposição, seja ela qual for.

A parada é gay para mostrar que o coração é humano e digno de respeito acima de qualquer coisa.

A parada é gay para requerer direitos, aniquilar o preconceito e mostrar o quanto a diversidade nos torna pessoas melhores, por simplesmente aceitar o outro.

D.S.L

Brisa fresca de uma tarde de primavera…

Uma amiga outro dia me ligou atônita, louca, e desesperada, com uma noticia assustadora como ela mesmo intitulou: estava namorando alguém muito mais novo, e estava apaixonada e não sabia o que fazer, então contou-me a historia toda, ouvi em silencio e ao final da conversa eis a pergunta fatídica: e ai, o que você acha?
Ora, essa, o que acho? O que eu sempre acho sobre tudo: esta feliz? Esta te fazendo bem? Então onde esta a loucura, porque do susto, já que se trata de um bom sentimento?
Mas ele é uma criança, dezoito anos, gritava ela ao telefone, dezoito anos repetia ela, como se não acreditasse, um pirralho.
E o que há de errado? Você também já não teve dezoito anos? Ela me respondeu: por isso mesmo, nessa idade não sabemos o que queremos ao certo, então lhe perguntei quantos anos tinham todos os outros que ela havia namorado ou se envolvido e que nada sabiam?
Ela se calou por alguns instantes e respondeu que eu tinha razão, não contente me perguntou o que faria se ele a fizesse sofrer ou brincasse com seus sentimentos, e então lhe respondi: a mesma coisa que você fez com todos os outros que lhe fizeram sofrer: esquecer. Não contente ela queria saber o que de tão apaixonante ele tinha para lhe encantar tão cegamente, argumentado que ele era todo lindo por dentro e por fora, lhe respondi que ele tinha brisa fresca de uma tarde de primavera, ela quis saber o que ao certo isso queria dizer, e cá estou eu, a lhe responder mais essa pergunta.
Brisa fresca de uma tarde de primavera…
Os anos vão passando e ao passo que se vai vivendo, experimentando, aprendendo, consequentemente perdemos ao longo de tantas historias pedaços de nós que entregamos ao outro, e assim nunca somos a mesma pessoa depois que se conhece o ponto final de uma historia que para um dos lados não deveria ter acabado, não naquele momento.
Não creio que se ama apenas uma vez em toda uma vida, pois a vida e o amor são vastos de mais para se viver uma única vez, e com cada amor aprendemos, e vivemos coisas novas, mesmo que eles pareçam terminar da mesma maneira.
É inevitável, ao final de cada historia querer montar uma cartilha para não cometer os mesmos erros, ou não se deixar levar pelas mesmas conversas, ou esperanças, etc. Inevitável querer trancar o coração e ter vontade xingar quem ousar bater a porta querendo entrar, e são inesgotáveis as vezes que isso ocorre, mas o assunto é uma brisa fresca de uma tarde de primavera, e isso meus amigos é coisa muita rara.
Quando se encontra um sentimento capaz de receber este titulo, pode se dizer presenteado pela vida, pois esse é o tipo de amor que sabe enlouquecer, que te pega pelas pernas, braços, cérebro (muitas vezes a gente nem pensa mais, só o coração que bate e nós obedecemos), é aquele tipo de felicidade que te faz sorrir ao amanhecer, fantasiar com o eterno, ter medo só de pensar em perder, não saber como comer, ou andar, ou qualquer outra coisa costumeira como tomar um sorvete em tarde quente de verão caso ela deixe de existir, pois esse tipo de sentimento te ensina a viver uma outra vida, te realiza um velho sonho que talvez tenha se perdido por tantas historias que lhe machucaram o coração.
É o tipo de amor que lhe lava a alma de pureza, ingenuidade, e por ser tão belo, teimamos em querer encontrar algum erro, algum motivo tolo e tosco para se defender, seja idade ou qualquer outra coisa.
Brisa fresca de uma tarde de primavera é como toque das mãos do ser amado, leve, tranqüilo, simples. Não olha: encanta, não sorri: deixa em estado de graça, não abraça: envolve a alma, e só acreditamos que é real por estarmos com os olhos abertos, mesmo assim a quem não se permita vive-lo, pois o medo de acordar, abrir os olhos e não o encontrar cria maneiras de afastá-lo com incontáveis desculpas.
Portanto, permita-se.
D.S.L

Eu sou fã de Seu Zezinho – (Mar de Espanha (MG))

Quem perdeu a oportunidade de assistir ao programa Caldeirão do Huck do ultimo sábado (31/07/2010), perdeu também a oportunidade de conhecer uma pessoa anônima e comum para o mundo (não tão anônima agora), porem ilustre e de muita importância para todos os amigos da cidade de Mar de Espanha, em Minas Gerais.
De uma simplicidade estridente, jeito acanhado da cultura mineira, sorriso grande, e olhos capazes de nos remeter a sensibilidade e toda emoção de seu coração, ele agraciou a todo o Brasil com algo tão difícil quanto à canção de Milton Nascimento (Canção da América) que o mesmo cantou.
Seu Zezinho nos mostrou a força, o valor e a importância que os amigos têm em nossas vidas.
Foram os amigos de muitos anos e de toda uma cidade que deram a este mineiro a oportunidade de ver um sonho realizado, e o que é ainda mais tocante nesta historia é que seu Zezinho, agora famoso, com toda certeza continuara sendo a mesma pessoa, o mesmo amigo, o radialista simples de uma cidadezinha do interior, o pipoqueiro da praça que sem duvidas já alegrou muitas crianças, presenciou o começo de tantas historias de amor, acalmou pessoas a espera de outro alguém, e tudo isso em uma simples praça capaz de contar tantas historias, trazendo hoje a conhecimento de todos a historia de Seu Zezinho.
O quanto deixamos de aprender quando passamos desapercebidos por pessoas assim, quanto tempo e alma perdemos querendo nos envolver com pessoas influentes, importantes, famosas, que raramente são capazes de nos tocar o coração.
Nestes tempos de hoje, são pessoas assim que me arrancam um choro misto de alegria e tristeza, alegria por ter a dádiva de presenciar não somente um sonho realizado, mas sim uma pessoa iluminada como este cidadão, triste fico por ser cada vez mais difícil encontrar corações tão belos assim, capazes de mobilizar uma cidade inteira em um sentimento chamado amizade.
Seu Zezinho continuara em sua praça, em seu programa de radio, em sua vida, com seus amigos e poderá contar mais essa historia para todos aqueles que quiserem ouvir, pois ele é testemunha viva de que a vida é bonita e agradecida a quem vive de coração aberto, reconhecendo a importância de quem se tem ao lado, sentindo-se assim dono de um tesouro incalculável que poucos sabem conquistar.
Que Deus abençoe a todos os “Srs. Zezinhos” espalhados pelo mundo, em especial a este mineiro de Mar de Espanha.
D.S.L

Dos pedidos de misericórdia, clamores e suplicas

Tremula rabisco estas palavras sem saber aonde elas irão chegar, talvez seja apenas um desabafo, diante dessas noites em que uma idéia fixa consume todo meu corpo, caminhando por minhas veias desde os dedos dos pés, até os fios de cabelo.
Sinto-me inconseqüente, perdida dentro de um momento o qual me rende hoje duvidas que consumem meu sorriso e rasgam meu rosto em expressões de preocupação.
Seja lá como for a vida é perigosa, e nós que tantas vezes nos dizemos donos de todas as situações, vemo-nos perdidos e sozinhos em momentos como estes que nada tem a ver com nosso verdadeiro querer, por não ter sido planejado.
Acontece.
De repente acontece, sem que se perceba, é como atravessar uma rua distraída e no meio dela se deparar com um carro que buzina em cima de você, muitas vezes não te atropela, mas o motorista te xinga gritando para ter mais cuidado, é o mesmo que acontece na vida quando algo lhe aterroriza, é como alguém que berra: tome cuidado, pois de uma próxima vez você pode não ter tanta sorte.
O problema fica ainda maior quando lhe atropelam, e agora o que fazer? E agora o que pensar dessa distração vez que aquilo que se temia deixa de ser apenas uma idéia sombria e torna-se real.
Pra tudo há solução, mas existem soluções que doem para sempre, sendo preciso perdoar a si mesmo, e este perdão é o mais difícil.
O coração bate tão acelerado que parece não estar mais no peito, você sente a garganta travar, você sufoca, não come, não bebe, treme, soa frio, soa quente, desesperadamente… Tenta fugir vez ou outra diante de uma distração, mas sabe-se ali: nada esta resolvido, o medo toma conta de todas as horas, e a imaginação torna-se sua pior companhia, até mesmo para quem sempre a teve como ponto de partida para qualquer sonho, sendo ela bem maior quando o ponto de partida é um pesadelo.
Se quer a verdade, se quer a verdade, para então saber o que fazer, ou simplesmente poder respirar aliviado e agradecido aos céus por mais esta dádiva de proteção.
São em momentos assim que nos perdemos diante de preces, e questões que vão alem de qualquer sentido, pede-se socorro, clama-se misericórdia, suplica-se clemência, diante de um Deus perfeito, que nos observa em todas as imperfeições, e que parece nos dizer: creia que nada de mal lhe acontecera, mas tome cuidado, repense, não use suas dores contra você mesmo, pois assim a dor só tende a aumentar.
Errar, humanamente aceitável, mas errar para aqueles que têm consciência é um fardo de peso incalculável, e então você pensa nas tantas pessoas que erram o mesmo erro cotidianamente e nada lhes acontece, e continuam no erro, sem aparentes conseqüências, falta-lhes consciência e julgamento próprio, e assim a calma lhe vem como um cobertor estendido na alma lhe assegurando: nada lhe acontecera, isso passara e tomaras como aprendizado, não fizestes nada assim de tão grave, mas sua consciência lhe arranca esse cobertor, e sorri ironicamente pra você, e gargalha diante do seu medo, lhe vira na cama de um lado para outro, lhe abri os olhos pela madrugada, você não desliga pois a culpa tem energia própria e involuntária a sua vontade.
Culpa, medo, solidão, com quem contar? A quem dizer em confiança algo que depois possa ser usado contra você?
Deus, sim, pois nestas horas ele lhe será observador, e o único a não debochar de suas aflições tão humanas, lhe abraçara, pois tu não o procurou apenas quando estiveras nesta prisão, dobras o teu joelho todos os dias humilhando-se a Ele, e esperando de suas mãos o lápis que escrevera e confirmara as historias de teus sonhos pela vida, olhas para as coisas Dele e o agradece em reconhecimento por todos os milagres que já lhe foram concedidos, Ele te salvara por incalculáveis momentos, Ele entrara em seu quarto de aflições, espantara a culpa, o medo, a dor, e lhe estendera a mão, dizendo-te em silencio, estou aqui, e este mal que tenta lhe destruir não te consumira, pois Eu te perdoou por seres imperfeito, errante e tão humano, continua teu caminhando e não percas a fé, mesmo que a solução de teus problemas lhe pareça digno de um milagre, pra Mim é somente a demonstração do amor que lhe tenho, por em todas as coisas reconhecer-me como teu único Deus.
Amem.
D.S.L