A melhor companhia para uma caminhada: coragem

Depois de tudo restou à sujeira na casa, os copos vazios esparramados pelas mesas, restos de comida povoando o chão, dava pra sentir o cheiro de cigarro no ambiente, e o sapato grudando a cada passo pela bebida derramada.

Luzes ainda estavam acesas, esquecemos o som ligado durante a madrugada inteira, baixinho, tocava uma melodia suave que acompanhou o fim da festa.

No quarto restava eu e você, com dez anos de historias…

Você tinha mudado tanto, não apenas fisicamente. A barba crescida e os quilinhos acima do peso era o que menos havia chamado minha atenção.

Não parecíamos estar juntos em muitos momentos, as vezes me perguntava o porque de continuarmos na mesma estrada, por insistência sua talvez, afinal todas as vezes que quis ir embora, você relembrava aquele rapaz romântico do inicio, e me reconquistava novamente, outras vezes eu reconhecia que apesar de todos os escudos que você usava, o que realmente restava no fim das contas do homem forte, que parecia dominar o mundo com seus vários negócios, era apenas um garoto assustado.

Não queria festa, preferia ter viajado sozinha com você, mas essa era a questão: o que mais mudou em você foi o fato de já não conseguir ou não querer estar apenas comigo, não ficávamos os dois juntos, parecíamos não suportar a companhia um do outro, precisávamos sempre estar acompanhados de uma terceira pessoa.

Você despertou olhando pra mim, ou eu olhando pra você, não sei.

_ Já acordou?

_ Quero ir a praia, você me acompanha?

_ Ainda nem acordei – respondeu virando de bruços

_ Sem problemas, vou sozinha, depois você me encontra.

_ Pode ser, liga pro pessoal, poderíamos fazer algo hoje.

Era isso, nunca eu e ele, já não éramos dois, não nos completávamos, não conversávamos quando a sós, o amor parecia uma obrigação mensal, apenas para manter o corpo e libido em dia, algo necessário, quase que automático.

Sorriamos para todos a nosso redor, raramente um para o outro, nossas conversas eram cercadas por coisas de casa, e sobre todos os “contatos” que ele mantinha relacionados aos negócios.

Gosto de lembrar dos sonhos incomuns de outrora, filhos, cachorro, a exposição de fotos que ele sempre quis fazer, minhas aulas de piano, todas essas coisas haviam ficado num passado tão distante, já não despertávamos o desejo naqueles que já não conseguiam mais sonhar, nos tornamos vazios e sem vida.

Filhos acabariam com os planos dele de viajar, a exposição de fotos deu lugar a uma mesa repleta de papeis inúteis que contabilizavam números e nenhum tipo de prazer, paixão; minhas aulas de piano deram lugar as de alemão, pois ele precisaria de alguém que aprendesse a língua, e logo que sempre estava a seu lado tudo ficaria mais fácil.

Depois que nos casamos tudo girava em torno daquele maldito emprego novo, e de todo o status que o mesmo nos trouxe, uma posição social que ano após ano foi consumindo tudo o que tínhamos de mais importante e bonito, até mesmo os velhos amigos foram deixados de lado.

Repensei todos aqueles dez anos caminhando pela praia, já distante de casa, depois de muito ter caminhado, ouvi uma voz que gritava incansavelmente pelo meu nome, foi então que o avistei, e como quem já não quer voltar para a mesma vida continuei minha caminhada, desta vez acompanhada apenas da coragem de seguir sozinha.

D.S.L

O jantar

Desde o meu aniversario não saiamos pra jantar, portanto já havia se passado uns quatro meses.

Às vezes aos domingos comíamos fora, mas nada de especial, era mais preguiça de ir para a cozinha, e como ele me ajudava com a louça… Era sempre mais cômodo não comer em casa.

Naquela tarde de quarta feira ele me ligou no intervalo de uma aula, me convidando pra jantar, perguntei se era alguma data especial que eu havia esquecido, e sorrindo ele me disse que não, que queria sair, conversar, espairecer um pouco.

Resolvi não dar a minha ultima aula, passei no salão e mesmo de ultima hora, minha cabeleireira me salvou, fazendo uma escova rápida e uma maquilagem suave.

Radiante com o convite a caminho de casa dentro do carro ouvi as musicas que sempre lembraram nos dois, passei no supermercado, comprei um champanhe, após chegarmos do jantar achei que seria uma boa surpresa, aumentando assim a atmosfera de romance que aquele convite havia avivado em mim.

Estávamos casados a dez anos, juntos a quase quatorze, sempre senti falta daquele romantismo do inicio, da paixão encantadora, mas eu sabia que era normal não ouvir eu te amo todos os dias, ou receber flores independente de datas. Jantares e viagens iam ficando de lado, era preciso pagar o apartamento, luz, água, compras, planejávamos assim que conquistássemos mais estabilidade termos um bebe, desde o primeiro momento em que o conheci senti que ele seria meu maior amor, meu melhor amigo, o pai dos filhos que eu queria ter, queria tê-lo como companheiro de toda uma minha vida.

Enquanto ele tomou banho, terminei de me arrumar. Saindo ainda de toalha, ele me elogiou dizendo o quanto eu estava bonita, pediu ainda que eu não me esquecesse da minha importância em sua vida.

Confesso que aquela frase de certa forma me assustou, indaguei porque ele estava dizendo aquilo, ele sorriu com os olhos rasos d’água, beijou minha testa e disse apenas que eu não esquecesse.

Já no carro, conversamos coisas vãs, rimos de algumas outras, ele me pareceu sereno, atencioso, parecia fazer questão de ouvir ao invés de falar, quando falava sua voz inspirava uma doçura gentil e encantadora, por alguns minutos parados no sinal ele ficou a me observar, perguntei o que estava acontecendo e passando a mão no meu rosto, pediu que eu não me preocupasse.

Ele me levou em meu restaurante favorito, comemos, conversamos, tomamos vinho, em alguns momentos ele tocou minha mão, olhava-me de uma forma que naquele instante pra mim era indecifrável, não eram olhos de amor, mas de uma espécie de saudade.

Ao pedir a sobremesa, não resistindo mais aquela espécie de mistério e romantismo, comecei a indagá-lo sobre a real razão daquela noite.

_ Quero me separar!

Foi tudo o que ele disse.

Sorri não acreditando naquelas palavras. Como assim se separar? Ninguém pedi o divorcio levando a esposa em seu restaurante favorito, cercando todo o momento de romance.

Não!

Casamentos terminam com gritos, choros, acusações, não deveria ser daquela forma.

O silencio que aquelas palavras fizeram, abriram um buraco dentro da minha cabeça, uma espécie de espasmo cerebral, instantaneamente meus olhos não puderam segurar as lagrimas. Ele pediu que eu tivesse calma.

A surpresa foi tão grande que não tive coragem de perguntar os porquês daquele comunicado, pois em momento algum ele me pediu o divorcio, ele me comunicou que estava se separando.

Deixando-me na porta do apartamento ele me disse que dormiria em um hotel, e que em dois dias buscaria as coisas dele.

Ao chegar em casa, e me perceber sozinha, sem a voz dele me pedindo para acender a luz, ou fechar as janelas, senti que não era um pesadelo, tão somente um momento, ele não iria voltar, sei disso pelo tanto que eu o conhecia.

Não dormi aquela noite, não liguei pra ninguém para perguntar coisa alguma, ou desabafar, não tive atitudes tão comuns àquelas que se separam, não quebrei nada dentro de casa, não rasguei as roupas dele, não quis me envenenar bebendo seu frasco de perfume, nem telefonar para ele suplicando uma conversa que explicasse aquilo tudo, pois lá no fundo eu sabia que o amor havia acabado, eu só não sabia o quanto o meu amor por ele ainda era imenso.

Fui até a escola, mas não tive condições de dar aula. Não parei de chorar por uma semana, quando comecei a me sentir mais forte, fui intimada a comparecer em juízo, e diante desse novo estagio, voltei a me sentir fraca, a sofrer tudo outra vez.

No divorcio ele não quis nada, mesmo todas as nossas coisas tendo sido compradas com o esforço mutuo.

Eu não sabia sentir raiva dele, não sabia afinal o que sentir, pois não havia sido por traição, foi mesmo só o amor que havia acabado, e apesar dos muitos amigos em comum que havíamos conquistados em todos aqueles anos, não o vi durante quase seis meses, foi quando o encontrei uma noite no supermercado. Cumprimentamo-nos, e conversamos coisas sem importância, quando nos despedimos e ele se afastou, caminhei pouco mais de dezessete passos e o chamei de volta para única pergunta.

_ Por quê?

Ele respondeu com os olhos secos:

_ Eu precisava ficar sozinho!

D.S.L

A realidade foi parar aonde? Será que debaixo de algum edredom?

Era pra ser real, ou ao menos, chegar o mais próximo possível daquilo que vivemos diariamente.

A intenção do reality show é proporcionar ao publico a participação em vidas diferentes, para isso tão somente bastaria agregar na casa pessoas interessantes, com o mínimo de conteúdo a ser passado, assim facilmente teríamos trocas de experiências, vivencias, gostos, culturas etc. Sendo, portanto um formato interessante.

Não é isso que se vê, ao menos não é isso que eu vejo, e desde já me desculpo com aqueles que o enxergam diferente.

Não sou de acompanhar esse tipo de programa, mas vez ou outra é inevitável não parar frente a teve, ou ler em algum site ou jornal alguma manchete que acaba nos chamando atenção; pois bem, outro dia procurando algo na televisão, parei no canal que o esta exibindo atualmente.

Os habitantes da casa estavam lá há dois dias, e o que chamou minha atenção naquela passada de olhar no programa, foi o grau de intimidade forçado que os participantes tinham uns com os outros. Como se fossem melhores amigos a anos era farta a distribuição de abraços, carinhos; intensos sorrisos e aqueles gritinhos típicos de “huhuhu” meu irmão, meu amigão camarada, uma alegria “azeda” de estar ao lado de um estranho o qual é seu concorrente ao premio que lhe faria milionário.

Talvez o problema seja com pessoas como eu que por mais simpatia que emanam não se dão por inteiro facilmente, nem mesmo para forjar uma situação ou coisa qualquer que lhes favoreçam, é nítida a falta de verdade nos sentimentos que eles dizem ter.

Em todos esses programas temos a mesma explicação: de que tudo dentro da casa é diferente, que a proporção dos sentimentos aumentam em grau inesperado, e que a carência acentua tudo mais, a saudade de casa, das pessoas amadas; mas raciocinando friamente parei para analisar, a maioria dos artistas, digo isso confiando que cada um ali esta encenando seu papel, não a todo momento, mas em alguns instantes a produção lhes da “caminho” a certas atitudes, como ratinhos de laboratório, se colocarmos na jaula um escorregador eles irão escorregar, correr atrás da bolinha, tal qual na “casa”, basta a produção cutucar que o circo ta armado, nas festas então temos a face do que vem a ser falta de noção, imaturidade e narcisismo.

Dos muitos realitys shows o único do qual tenho boas lembranças, foi o do professor, escritor e recentemente eleito deputado Jean Wyllys, e da atual atriz Grazi Massafera.

Jean nos deu uma noção de que o homossexual não pode ser visto generalizadamente como “a bicha louca que vive atrás de um bofe”, mostrou a todo o Brasil dignidade, responsabilidade, inteligência, sendo vitorioso em sua trajetória, e comprovando toda sua verdade também fora da casa, não sofrendo da febre “celebritil” que acomete a maioria dos “ex-hermanos”. Dando-nos um sentimento de admiração, deixando de lado o fato do mesmo deitar-se com outro homem, nos fez encantar por sua pessoa somente, e nada mais.

Grazi nos remete a frase “beleza não é tudo”, a menina “brejeira”, tímida, e de uma beleza impar, talvez a maior delas que tenha passado pela “casa”, desfez-se do papel de bela, gostosa, e mostrou logo de cara todo seu desinteresse em ser apenas mais um rosto bonito na tela, para ao sair não perder tempo em estampar mais uma capa de revista masculina (tendo feito ensaio sensual passado certo tempo sua saída). Foi justa em suas atitudes, humana, “do bem”, muitas vezes nos passava a impressão de não ter espelho, tamanha sua humildade, preservando e aumentando infinitamente sua beleza e elegância natural de miss.

Muitos outros e outras, participantes também fizeram boas atuações, mas pouca importância lhes foi dada, a impressão que tenho é que cada vez mais o que atrai os telespectadores deste tipo de programa é exatamente o contrario de tudo o que de fato tem importância.

Intensifica-se assim a máxima de que tudo o que “o povo realmente quer é pão e circo”.

D.S.L

Peço ajuda a quem puder contribuir com as doações em prol o SOS RIO.

Àqueles que foram atingidos pelas cheias, lhes digo: não percam a fé, pois se ela remove montanhas, será ela também capaz de reconstruir suas vidas.

Que Deus os carregue nos braços.

Umas “palavrinhas”…

Deus Seja Louvado. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Café. Branco, verde, roxo, não necessariamente nessa ordem. Música. Sol. Brisa, luar. Prefiro mar. Tenho uma irmã mais nova. Pessoas amadas também dizem adeus (acredito que elas se transformam em estrelas).O mal existe e há no mundo pessoas que o cultuam.Ainda não sei bem como dizer não.Minha maior paixão tem 100 anos.Rôo unhas.Ansiedade.Quando preciso pensar rápido coço a testa.Durmo de bruços.Queria sempre acordar depois das dez.Às vezes tomo calmante, só pra não pensar mais.Graúna, Ela, She, Helena, Elaine.Amei quatro pessoas até hoje.Acredito em pré-destinação e em reencarnação.Determinação definitivamente não combina com paciência.Sorrisos.Não sei insistir.Tenho o nariz grande.Uso óculos.Sou indecisa.Penso demais.Às vezes falo sem pensar.Escrevo pra um jornal.Meu pé é feio(horroroso).Tenho grandes sonhos e um medo enorme de não realizá-los.Administro varias coisas ao mesmo tempo.Não sinto inveja de nada, nem de ninguém.Meu pensamento é hiperativo.Tenho chulé.Vinho seco.Nunca tive uma rota definida.Minha fé é maior do que a realidade.Tenho a sorte de ter a meu lado amizades e pessoas verdadeiras.Cometo ao menos um erro todos os dias.Choro em casamentos, alias choro com quase tudo.Sou humanista.Arco Iris.Detesto ser mal interpretada.Violência é indicio de falta de dialogo.Às vezes a solidão me faz boa companhia.Silencio.Lugares os quais não gosto de ir: hospital e cemitério.Eu ronco.Brasil.O colo da minha mãe.O abraço da Tavares.O olhar da Dada.As palavras da Mufum.A descontração da Veve.O sorriso da Porfírio.A grandeza do Bê.A proteção da Irene.O orgulho do Marcio.Medo de enlouquecer, me acidentar, me perder.Tenho restrição a fofoca e confusão.Observo tudo.Tenho mãos tremulas.Não me obrigo a gostar de ninguém.A maioria das brigas que já encarei foi para apaziguar.Nunca consegui ver a menina dos meus olhos.Já fui gordinha demais.Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias.Encanto-me com facilidade.Lírico, Lúdico, Inventado.Gosto de uma boa historia.Já fui traída diversas vezes, e poucas vezes amada.Já plantei uma arvore, falta-me alguém para publicar meus livros.Tesão por cérebro.Tenho um blog.Pressão baixa.Alergia a insetos.Infinito.Não sei nadar.Não minto direito.Acho que sempre vale à pena.Fotografias.MPB.Samba de bamba, de raiz.Cerveja, churrasco, musica e amigos.Espero tudo da vida, de melhor é claro.Não existe meio termo: quem carrega uma arma pra mim ou é policial ou bandido.Isqueiros.Por do sol.Clamo por misericórdia divina a todo o momento.17.Converso com Deus.Cultura.Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo.Primavera.Beijo.Queria conhecer o Roberto Carlos e ser amiga do Luciano Huck.Todos nós podemos, mas só Deus pode tudo.Ainda terei como destino: Ilha Bela e Paraty.Vermelho.Meus pais são separados (na verdade acho que eles nunca estiveram juntos).Trabalho com veículos, mas não tenho um.Gasto mais do que devia.Não gosto de fazer as unhas.Às vezes bebo alem da conta.Cozinhas exóticas.Queria ter tido um irmão.Já quis ser mãe.Tenho um rei e um príncipe como afilhados.Injustiça e ingratidão me tiram do sério.Conheci o sofrimento cedo demais.Sorvete de pistache.Torresmo.Horizonte.Perdão, obrigado, por favor: nunca tive medo de utilizá-los.Jogo na mega-sena.Cinema, quadros, livros, composições.Drummond, Cazuza, Chico, Vinicius e Tom.Closer.Maria Bethania.Sempre preciso de mais dinheiro.Já machuquei quem não merecia.Exagero e sensibilidade fazem parte do que sou.Indefinida, as vezes indecifrável.Carente.Bagunceira.Transparente.No mais sou abençoada, pois sempre estou fortalecida por braços que nunca se recusaram a me reerguer.Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz!D.S.L

O passo mais dificil

O passo mais difícil, diante de tantas palavras que inspiram adeus, tristeza e fim, é aquele onde você observa mesmo sem querer, tentando virar o rosto pro outro lado, cerrando os olhos para não enxergar quem esta indo embora.

Não é qualquer pessoa, não é um simples adeus.

O corpo, o coração, a emoção quer pedir, suplicar, implorar para que fique, mas a razão berra por entre as ruas vazias que escutam paralisadas os passos de sua partida.

Tive vontade de acabar com tudo aquilo, e te abraçar forte, tão forte a ponto de arrancar da sua lembrança e dos seus olhos as palavras minhas, as palavras de teu amor que lhe causaram tamanho pranto. Queria ir de encontro ao contrario de tudo o que havia dito há minutos atrás; não tive coragem pra isso, pois sei que assim lhe daria a certeza de que eu não conseguiria te deixar.

Nada disso me é motivo de orgulho, queria ser mais fraca, voltar atrás, investir infinitas horas em ti de paciência, submeter esse sentimento a provas de fogo e resistência, ficar a teu lado, mesmo que triste, decepcionada, muitas vezes sem motivação para estar contigo, mas estando mesmo assim, provando que eu estou enganada e que o verdadeiro amor a tudo suporta, a tudo pode ser obrigado.

Não pode. Não deve. É preciso cuidado.

De nada adianta ter um barco se você não souber velejar, ou ainda se o mar secar, se o vento não ajudar, o que quero dizer é que nada funcionara, se aquele a quem lhe foi delegado à função de condução, de direção, não o fizer com maestria, de nada adiantara ter todo o amor de um coração, se não souber tratá-lo, merecê-lo, dar a ele o valor necessário para que jamais acabe, ao contrario, cresça, floresça e seja capaz de encantar aqueles que o vêem.

Não adianta tocar o corpo, se o sentimento não alcançar o coração, o amor para não se perder necessita sentir-se amado, mesmo que se faça vez, ou outra, pequenos machucados, é aceitável quando não se tem intenção, quando há de fato possibilidades de mudança em prol de um sentimento maior presente em duas pessoas.

Lembro-me do teu sorriso, das minhas mãos em teu rosto, do meu amor refletido em teus olhos de por do sol, das tuas mãos nervosas que a todo o momento procuravam por mim, lembro-me de do andar a teu lado, mãos que caminhavam unidas, as horas infinitas que passei a provar teu beijo, a descobrir teu corpo, teu cheiro, teu doce.

A tua ausência dilacera meu coração, em horas como essas meus olhos tão sérios querem chorar com saudades de você, queria tanto esquecer tudo mais, e poder ficar contigo, sem importar-me com qualquer outra coisa que não fosse amor, porem a vida não é assim, e mesmo que o amor seja à base de tudo, a força que move, mesmo eu sendo dona de uma fé cega nesse sentimento, tenho ciência de que ele não cresce sozinho.

Espero te encontrar forte, maduro e feliz, mesmo que essa felicidade nada tenha haver com o meu amor.

D.S.L

Que seja feliz e bem vindo!

Final de ano!

 Festas, confraternizações, visitas de parentes distantes, família, amigos, desejos, sonhos, metas, promessas.

 Esperanças. Fé. Força!

Difícil, não ser repetitiva; quase que impossível não cair na mesmice quanto ao uso de palavras diferentes que querem dizer as mesmas coisas.

Ouve-se em rodas de conversas que o tempo passou rápido demais, e que cada vez mais ele parece estar acelerado, o desanimo de alguns, o cansaço de muitos, a alegria de outros, a esperança de todos.

Mesmo aqueles que afirmam ter perdido a fé, o sonho acontece diante de novos dias; no coração ao observar as cores dos fogos de artifício e o barulho quase que estrondoso do mesmo, fica impossível não sentir a pele arrepiar.

Não quero falar sobre o que desejo, nem publicar minhas esperanças enormes em sonhos tão antigos, quero falar sobre o que estes trezentos e sessenta e cinco dias me ensinaram.

Não seria de tudo honesta ao dizer, querendo não sentir magoa que a decepção com pessoas amadas nos faz enxergar melhor aqueles que nos rodeiam, a mim é o que faz dilacerar o coração, agüento a falta de dinheiro, suporto a solidão de alguns momentos, mas gostaria de não experimentar novamente esse amargo rançoso, que nos torna mais desconfiados, e cautelosos ao reconhecer o amor no próprio olhar diante de outro alguém.

Minha paciência por diversos momentos foi companheira diante de situações extremas, em que o mundo parecia sacudir tão forte a ponto de me derrubar, meu socorro surgia ao ver a face mais amiga e amada do mundo entre os raios de sol de uma nova manha que parecia sorrir dizendo-me: que nada estava acabado.

Recriar, inventar, voltar a sorrir.

Senti você voltar,ouvi seus passos a caminho da porta novamente em mais uma primavera, porem as flores do jardim que lhe esperavam ansiosas murcharam de tristeza desde a ultima vez em que o sal de minhas lagrimas, que regavam tal jardim as mataram, assim como em mim morreu o amor que por tanto tempo foi teu, compreendi que a muito já não era mais seu o meu coração, o cômodo sentimento é que povoava meus pensamentos de ti; dessa vez fui eu quem parti.

Não sendo o sangue componente essencial para criar laços que ultrapassam as barreiras de códigos genéticos, mãos unidas que crêem na vitoria, orgulho mutuo estampado com brilho no olhar, abraço apertado que afasta o sofrimento, choro compartilhado que diminui a dor. Amizade incompreendida por muitos, mas sapiente de amor, verdade e fé. 

A estrada de toda manha mudou, o caminho da vida que era o mesmo durante tanto tempo hoje percorre outros rumos, descobri que de fato jamais fui dona de minhas manhas ou de coisa alguma, nada me pertence, nem mesmo aquilo que acreditei poder segurar nas mãos. A vida se cumpre de maneira alheia a minha razão.

Você! Doce sensação em falar teu nome, em chamar-te de meu amor, nasce um sorriso entre meus lábios ao lembrar de ti, de nossos momentos todos, cresce em mim a esperança de te ter achado, sendo tu o termino da minha eterna procura, renasce a ilusão mesmo teimando em ser descrente que o “pra sempre” pode acontecer estando eu junto a ti.

De tudo pra mim, depois de minha fé, e agradecimentos intermináveis a Deus pelos amigos, irmãos, família, pelas derrotas, tropeços e arrependimentos que me deram novos olhos, és o que me aconteceu de mais sagrado.

Seja bem vindo 2011!

Felicidade, sorte, sucesso e “Todo amor que houver nessa vida” a todos.

Que Deus nos abençoe!

D.S.L

Das estranhezas de um sentimento que completa…

É mesmo muito estranho, ora cansa, ora faz sorrir, mas por demais e diversas vezes sabe fazer bem.

Estranho prender-se em abraços, estranho tê-lo nos braços, inimaginável não tê-lo sentido.

Quando demonstrado transfira-se facilmente em flor, canção, tela, olhar que seja, em casos extremos de timidez o desvio de um olhar que só saber olhar, nos casos obscuros de descrença a felicidade rara da descoberta, e a ciência de que nada na verdade se sabe…

Baila no céu feito laço de armadilha quando apanha a presa. Quer-se fugir, por vezes soltar-se, mas de que maneira saber se haverá de fato vida caso ele passe, deixe de existir? Será viável continuar respirando com a presença dessa ausência? Se ausente haverá motivação para sorrir? E assim como quem se pergunta: há vida após a morte? Indago-me solitária haverá vida após amar?

Será que há seres encantados no mar, vida nos anéis de saturno? Respira-se no calor incalculável de marte, na vida improvável de júpiter? Será mesmo? Será assim possível existir vida após amar, ou sem amor, ou ainda sem intenção de tê-lo?

Dar-se demais, pensa-se diante do aceitamento desse fato se ainda guardamos alguma vontade própria, parando enfim de crer em si mesmo, caso a resposta não seja sim.

Despindo-se de quaisquer outros desejos, para viver e esperar por um abraço que lhe aconchegue mais do que lhe de razão ou vontades.

Ele lhe da um novo jeito de sorrir, um penteado melhor para o agrado do outro, uma maneira de dizer o que os olhos enxergam enaltecidos por um brilho cósmico quando o vêem chegar.

Ora deixa-nos sem rumo, ora faz chorar, sorrir, brigar, mas sabe-se terminar tudo isso em paz, não com bandeiras brancas, mas sim em alvos lençóis que se tornam cúmplices de mais uma de tantas eternas noites de amor.

Não cabe mais, não se suporta mais nada, será perdida inclusive a vontade de querer, para ver todos esses pensamentos serem implodidos quando a vontade da razão grita forte nas manhas onde os lençóis sem ti naufragam em duvidas que teimam em machucar; resta ao coração esbravejar com o cérebro que tudo faz sentido, o sentido do amor, o qual a razão jamais saberá entender, aos berros o coração então da ao cérebro um ultimato: deixe meu amor em paz!

Perde-se a paciência para mais tarde então perder-se em beijos que calam e clamam por perdão, perde-se materialmente para manter o amor, ciente de que só ele esta habilitado a lhe dar o que não pertence valor, perde-se horas dando explicações minuciosas de seus próprios passos, perde-se o direito de olhar pro lado, perde-se o direito de se ter um passado que pode lhe trazer historias de outro alguém, perde-se muitas coisas, para tão somente ganhar toda uma vida.

Uma vida inteira ao lado de quem o coração elegeu para dar-se, e os anjos rodearam desde o primeiro olhar trocado, um amor que caminha lado a lado com a esperança, pois a vida se encarrega de encaixar as todas outras coisas, enquanto os corpos amados, amantes  encaixam-se para simplesmente amar.

D.S.L

“Deposito” de medo!

Impressiona-me o modo como as pessoas têm resolvido seus problemas, é latente à visão: a falta de respeito, compreensão e justiça.

Perdeu-se não se sabe aonde algo humano, primordial para a boa conservação da vida na Terra.

Penso eu que talvez a água que estamos bebendo possa estar infectada com algum tipo de bactéria que uma vez em contato com o organismo nos tornar capazes de atitudes atrozes que nem mesmo os animais, dito irracionais, seriam capazes de cometer.

Quem sabe foi pulverizado no ar um gás que ao ser inalado faz de nós pessoas incapazes de lutar contra toda essa violência, de exigir paz, de salvar não somente a si mesmo, mas a inocentes que sempre pagam um preço altíssimo perante o descaso da justiça, a violência gratuita que assola a vida cotidiana, a falta de educação tão aclamada por uma espécie de gente que parece ter entrado em extinção.

Talvez seja uma conspiração de algum pais que esteja pretendendo tomar nosso pátrio poder, ou quem sabe algum planeta alienígena que aguarda a destruição da vida humana para invadir nosso planeta.

Gostaria que as explicações fossem essas, mas a culpa do quanto o mundo anda feio é toda nossa.

É mais fácil roubar a trabalhar, tirar do outro, enganar, iludir, superfaturar.

Mentir dói menos que a verdade,aliais tudo dói menos que a verdade, a cabeça daquele que mente continua a descansar sem problemas em seu travesseiro, não passando em seus pensamentos que em outro travesseiro alguém possa estar aos prantos vitimado de suas intrigas, chantagens, enganações.

Problemas com alguém no trabalho, na faculdade, no transito, as coisas se resolvem a tiros, facadas, humilhação publica, é o modo mais fácil, pois conversar é penoso,“tirar” a pessoa do caminho é um negocio mais rápido e garantido, afinal de contas dessa forma: matando, você não corre o risco de sofrer uma nova tormenta, acaba-se com o problema, a questão e com uma vida de uma só vez.

O amor de sua vida já não é mais feliz a seu lado? Encontrou outro amor e desfez de você? De uma hora para outra descobriu que não é bem “aquilo” que se pensava? … Dói tudo isso! Como aceitar numa boa? Como acreditar que é um direito humano? O tal livre arbítrio de fato precisa existir e ser respeitado? Seqüestre a família, torture,perturbe,telefone anonimamente no meio da madrugada, persiga, mate se necessário, deforme, mas não aceite que as coisas caminhem contra a sua vontade.

Acompanhando a vida, vejo o quanto o ser humano anda perigoso, o quanto relacionar-se em qualquer esfera tem tido um preço e conseqüências altíssimas, já não sei o que pensar, nem que desculpas arranjar para tentar entender o motivo de tudo isso, passou da linha discriminatória de que é porque ele é pobre, é porque ele é favelado, é porque ele é …

Hoje estou quase que acreditando generalizadamente que é porque ele é humano, e isso basta.

Ele é humano, um humano sem razões para querer aprender, que não crê mais que bons e verdadeiros sentimentos possam existir gratuitamente, sem cobranças, pressões, sem meias palavras, simples, sem esse deposito de medo que realizamos a cada vez que alguém bate a porta de nossas vidas perguntando se é possível fazer parte, ficar e tentar construir algo que não destrua.

D.S.L

Novo.

Somos mesmo “bichos” muito estranhos, pedimos, queremos, sonhamos e no momento em que tudo passa a ser realidade nos vemos diante do medo do primeiro passo, da estranheza dos novos cheiros encontrados, novas caras, sorrisos, tudo muito sem sentido, aparentemente, confundimos assim realidade com sonho.

Medo enfim. Concluo que sonhar alto na verdade não nos assusta, difícil mesmo é quando tudo vira realidade.

Enquanto sonho, não precisamos tomar decisões, desapegar-se do passado, sentir saudades das coisas boas de uma antiga condição, sendo o comodismo sinônimo aparente de conforto.

Mudar é difícil.

Tenho medo de perder a hora, de não saber o tom, roer unhas é sinal de nervosismo, não dormir é fraqueza, não comer é um passo para adoecer… Queda de cabelo, suores tremedeiras, dor nas costas, calar-se pode ser ruim, sorrir demais pode soar falso, sorrir de menos pode ser interpretado como mau humor, falar demais pode gerar fofocas, melhor ouvir, melhor aprender, e a cada acerto somente sorrir, agradecendo aos céus por ter tomado a decisão certa.

Mudar é difícil.

Caminhar por uma terra desconhecida, de solo fértil e frágil, é preciso cuidado a cada passo para que as sementes não se machuquem, é preciso paciência para vê-las germinar, força para escavar a terra quando qualquer raiz adoecer, e principalmente chuva para que tudo floresça, sendo esta proveniente do céu e conseqüentemente da vontade divina.

Guardar-se com fé, não se privar em delimitações de espaço, isso quer dizer sonhar alto sem prevenções ou cautelas, afinal de contas isso de limitar é coisa para a realidade, caminhar de peito, mente, e sentimentos abertos, desejando o bem, salivando por justiça, acreditando, acreditando, acreditando…

Um dia você acorda e percebe ter quase tudo o que sonhou, não tendo tudo porque nunca se para de sonhar, um dia você acorda…

D.S.L

Dois seres que somados ao amor transformam-se em um!

Amor!

Quatro letras, duas vogais, um fonema vocálico oral, duas consoantes.

Do latim amore, do italiano passione, do alemão liebe, do indonésio cinta.

Antônimo de ódio, sinônimo de adorar; apreciar; prezar.

Ah! Se fosse assim tão simples e passível de definições tão obvias e exatas, com toda certeza haveria mais proteção aos corações. As pessoas estariam menos desgovernadas, mais sábias, sem o acumulo de tantas e tantas cicatrizes no peito, sem ataques de fúria motivados por solidão, sem confundi-lo com vingança, imposição, pecado.

Seria fácil compreende-lo, administra-lo, enfim, funcionaria como uma grande empresa a qual movimentaria riquezas valiosíssimas provenientes da vida de duas pessoas, mas de que forma administrar o amor, já que as partes envolvidas não ocupariam somente o cargo de sócios, tendo que ser parceiros, companheiros, amantes, amigos, enfim amores.

Se simples assim, como num calculo matemático: um ser, mais outro ser, igual a dois seres, que somados ao amor transformam-se em um, qual seria a lógica ou razão final encontrada? Para os doutores em equações nenhuma, pois como uma soma pode ter resultado menor?

Será ele cabível de ser explanado em uma equação física? O amor é o que liga duas pessoas, faz-se sem problemas e demais razões, ou complicações, desafinando mais uma vez qualquer lógica estudada, como pode ser possível diante das leis físicas dois corpos caberem em um mesmo espaço.

Cientificamente o coração é um órgão muscular, que bombeia sangue para todo o corpo, mas como explicar os ataques cardíacos momentâneos no instante do primeiro beijo? Vez que saliva não é nenhuma droga estimulante cientificamente comprovada, o que então o motiva a bater tão sem compasso? Mesmo diante de tantos estudos, ainda não se sabe.

Amor!

Nada fácil, nada tranqüilo, dificilmente chega sem fazer bagunça, barulho, confusão.

Sem formula ou roteiro para o seu inicio, provem de um olhar no meio do nada, em lugares ainda mais inesperados, procura-se por uma vida inteira sem mapa que facilite seu encontro, hoje em dia na era tecnológica pode acontecer com um click, tantas redes sociais interligam pessoas de todo o mundo, e assim o ser amado encontrado pode falar alemão, japonês, javanês, mas o que importa na verdade é traduzir essa linguagem meio que desconhecida que muitos atribuem aos anjos… O amor é diante de tantas incertezas, humanamente e espiritualmente divino.

Deus nos deu o amor, como único remédio capaz de curar todos os males, é claro que se sentido com fé e verdade. Ele cura, transforma, modifica, perdoa, faz sorrir, crescer, faz com que dois corações acalentem um terceiro, e de todas essas coisas eu lhes asseguro: o amor nos cura de toda essa loucura, maldade e arrogância na qual vive o mundo.

O amor cura.

Há pessoas incapazes de crer em milagres, pobres cegos que não percebem a manifestação do maior deles: o amor o qual de varias formas acontece todos os dias.

D.S.L