“Dormir contigo é escutar Gal e Tom…”

As vezes eu me pego pensando o quanto era bom quando o mundo éramos nós…
Outro dia me vi abrindo as fotos que declaravam o quanto fomos felizes.
Sem querer, sem pensar, muitas vezes sou obrigada a lembrar de você pela manha quando desperto sonhando contigo.
Eu não te amo mais, sei que saudades não é amor, mas tudo que foi tão bom e passou parece teimar em não querer voltar.
Na verdade eu sinto saudades de amar; e te amar, por mais que ao final eu tenha sofrido, foi imensamente bom, por isso hoje eu te dedico essas frases talvez um tanto quanto sem sentido, pra dizer a essa minha saudade o quanto guardo vivo o teu bem querer.
A lembrança que me enche os olhos, são das manhas amanhecidas contigo, a tua cara de bravo, o beijo ainda adormecido de olhos fechados, teu corpo colado no meu, amanhecia perguntando-me quem era eu e quem eras tu, pois éramos náufragos de uma madrugada não dormida, somente adormecida quando o corpo não mais acompanhava nossas almas que desde o primeiro encontro não souberam mais como caminhar sozinhas.
Sinto falta de como riamos do mundo todo que parecia tolo, quando restávamos nós, entre nós.
O banho no chuveiro, a tua cara de assustado, tímido, as tuas poucas palavras, o modo como amava-me sussurrando em mim, dentro de mim o quanto me desejava.
Os teus olhos de por de sol…
A tua impaciência diante da minha tolerância, teu dom de ser melhor que todo mundo, ao menos pra mim, por aqueles momentos que foram eternos eras a melhor pessoa do universo.
Tua calma diante da minha necessidade de ter você, tua euforia contida cada vez que eu chegava, as tuas lagrimas escondidas cada vez que eu partia, os teus beijos silenciosos em cada despedida.
Tua pouca idade que a tudo e a mim amedrontava.
Sinto saudade dos nossos planos; Pimenta e Baleia… Das coisas nossas guardadas naquele baú que iríamos ter em nossa casa.
Tudo o que você não sabia dizer e sem noção do que estava a fazer tentava demonstrar.
Sei fui eu o teu primeiro amor, sei fui o teu primeiro pranto, sei eu fui o teu primeiro grande arrependimento.
Jamais cobre, que eu te olhe como se nada houvesse acontecido, é impossível, pois em mim estará guardado sempre o doce dos teus beijos, o cheiro do teu abraço, o bom do teu amor.
Jamais relute em amar novamente, pois o teu sempre “pra sempre” precisa um dia realizar-se, mesmo não sendo eu, seja eterna para alguém, não deixando apenas uma mente cheia de brilho e lembranças, como as que tenho hoje em mim, nesta tarde de inverno, em busca de flores que perfumem novamente uma nova primavera.
D.S.L
*Titulo em menção da musica Mal de mim composta por Djavan

A todos a vida oferece um “presente”!

Como sera o amanhã?

Muitas vezes é quase impossível não se fazer essa pergunta, e mesmo que a resposta seja conhecida por nós, ninguém a sabe com a verdade que a realidade precisa para existir, em algumas situações queremos ao menos uma pista daquilo que poderá realizar-se após uma decisão, ou acontecimento ofertado pela vida.

Querer prever o que só a realidade pode confirmar é algo um tanto quanto imbecil, porem completamente humano.

Quem nunca diante de alguma situação não obteve os mais doces devaneios quando algo que se espera ser bom esta prestes a acontecer, seja um encontro marcado, aquela festa, a chegada daquele amigo querido vindo de uma cidade distante, a promoção no emprego, a oportunidade de ouro, etc. O contrario também pode acontecer, vez que quando se trata de um problema a imaginação perante este, pode torna-lo um milhão de vezes maior do que ele realmente é.

Portanto a imaginação pode ser mais cruel ou doce do que a realidade.

Assim vamos seguindo a espera tão somente da verdade que desde a bíblia nos diz ser a única capaz de libertar, neste caso libertar-nos de toda a angustia da espera, das noites de sono que se perdem em busca de uma resposta que só chegara com o amanha, e de tudo mais que esperar nus trás.

“Só o tempo poderá dizer”, “só o futuro saberá”, “o destino pertence ao amanha”, portanto muitas vezes nos esquecemos de viver o presente, pois para se ter ao menos noção daquilo que ira acontecer é necessário decidir algo no agora, sendo primordial que essa decisão caminhe junto com o sonho que se almeja alcançar no futuro.

Tudo é muito simples! Porem temos o dom de tudo complicar, de tudo tornar doloroso, de tudo estar entre o suspiro da vida e da morte, como se dependêssemos daquele único momento, como se cada passo fosse o limite que nos separa daquilo que estamos vivendo.

É necessário acreditar que o tempo é dono de todos os males e todas as juras, pois só ele pertence o dom de a tudo tornar eterno, é preciso saber que o amanha não nos pertence; compreendendo que o hoje nos torna responsáveis por tudo o que temos.

Acima de qualquer outra coisa é preciso ter noção do querer, das escolhas, decisões, sabendo que jamais se pode sofrer por algo que não se quis, ou apenas se desejou efemeramente.

Decidir é preciso, mesmo que mais tarde o que se foi decretado seja revisto, pois a vida por tão grandiosa e infinita é capaz de nos dar uma segunda, terceira ou até mesmo quarta chance, para rever aquilo que só o amanha nos poderia mostrar.

Tome decisões, tente tornar as coisas ao menos possível, porem sempre que elas lhe doerem a alma ou lhe parecerem no momento seguinte algo que lhe fará sofrer pelo resto da vida, repense-as, sem o medo de parecer volúvel, ou incompreendido, pois sua felicidade é aquilo que você sabe escolher apenas no momento que lhe cabe, sendo este momento o presente!

D.S.L

Eu quero falar pra você!

Quantas vezes a vida parece não dar trégua, por mais que se tente fazer com ela um pacto para que tudo de certo, para que nenhum mal nos atinja, ou apenas para ter dias calmos, onde nada aconteça, em paz simplesmente caminhar por um caminho que se possa escolher.

Quantas vezes somos obrigados a se explicar pra quem nada comunga ou agrega em nossas vidas algo que nos faça bem, quantas vezes temos que digerir historias mal contadas, e amortecer no próprio corpo pedras atiradas por pessoas que mal sabem o que estão a fazer com suas próprias vidas.

Parasitas! Não escrevem sua própria historia, portanto se alimentam da felicidade, do aprendizado, e principalmente dos erros que julgam dos outros.

Covardes a ponto de não enxergarem seus próprios defeitos. Perfeitos para uma meia dúzia que se percebe insanamente acima do bem e do mal.

Mas eu não quero dizer nada para esse bando de gente.

Hoje eu quero dizer a você que luta, que acorda todas as manhas se preocupando com o sentido próprio que dará a sua vida para que no final do dia carregue nos ombros um cansaço que lhe jogara sobre a cama quase que inerte, mas lhe fará sentir que mais um dia valeu a pena, eu quero falar pra você que enfrenta crise financeira, tpm, conta no vermelho, falta de dinheiro, dor de cotovelo. Eu quero falar pra você que mesmo com medo, arrisca, chora, sofre, brinca. Eu quero falar pra você que mesmo com dor, ama, se apaixona, acredita. Eu quero falar pra você que mesmo machucado não desisti, que mesmo humilhado aprendeu muitas vezes  sozinho se erguer e cuspir na cara de tantos idiotas que lhe ensurdeceram diversas vezes dizendo que não seria possível. Eu quero falar pra você que não tem medo de sair de casa por causa de uma epidemia. Eu quero falar pra você que assume o que faz de queixo erguido, pois certo ou errado, seja la como for contado, as conseqüências caíram apenas sobre você. Eu quero falar pra você que não tem receio de ser feliz e parecer ridículo, que toma porre, que paga suas contas, que sustenta um congresso falido de ética e respeito para o povo que o elegeu. Eu quero falar pra você que caga fedido, que faz xixi, arrota, peida. Eu quero falar pra você que enfim compreendeu que viver é isso ai: um dia após o outro, a espera do dia mais feliz!

Eu quero falar pra você que não inveja o que não é seu, que é chamado de bobo por levar a serio ser honesto, fiel, amigo!

Eu quero falar pra você que não foge da briga, que cutuca a ferida, que consola o derrotado, que abraça o mendigo, que se mostra igual, que prefere somar a diminuir e principalmente diminuir os outros. Eu quero falar pra você que respeita seus funcionários, que não se aproveita dos otários, que não vira a cara para a piranha da rua, pro sapatão da esquina, pra bichinha desesperada por um pouco de atenção, eu quero falar pra você que não conversa de longe com o aidético, que declara na identidade doar-se até o ultimo suspiro. Eu quero falar pra você que se ofende quando alguém se dirigi a outro por “aquele pretrinho”, “aquele burro”, “aquele…”. Eu quero falar pra você que tem a esperança como raio de sol, o amor como escudo e Deus como caminho, eu quero falar pra você que já deu dinheiro pro Edir Macedo, que chora com o desespero alheio, e que aplaudi a vitória do outro, eu quero falar pra você que se entrega, que se joga, que se arrisca e se arranha, que sangra, que liberta, e que se culpa por as vezes não compreender. Eu quero falar pra você que já foi traído, eu quero falar pra você que tantas vezes se perdeu, que já enlouqueceu, que já caiu. Eu quero falar pra você que conseguiu mudar pra melhor. Eu quero falar pra você que não faz alarde com o tropeço do outro, pois também tem medo de tropeçar. Eu quero falar pra você que não consegue dissimular, que não é capaz de engolir, que não tem medo de gritar, cantar, sorrir.

Eu quero falar pra você que eu te admiro, e que todas as minhas palavras, entregas e visões são para serem lidas por pessoas como você!

Eu quero falar pra você pra não desistir nunca, não se entregar jamais, pois se a vida e o mundo pertencem algo que ainda valha a pena, com toda certeza esse algo sobrevive dentro de ti.

D.S.L 

Mãe é uma só, e pai não pode ser qualquer um

Ter um filho com toda certeza é a maior das obras que um ser humano pode vir a realizar na vida, a mais trabalhosa, dedicada e complexa também.
É como lançar no mundo um pedaço seu, que percorrera caminhos onde só seu coração muitas vezes poderá estar, viver experiências onde seus pés não alcançarão.
Imagino quão difícil é aceitar que aquele ser proveniente de uma união sua com outrem, que abriga traços diversos de sua aparência física e personalidade, na verdade é uma outra pessoa, que seguira caminhos que não serão como os traços desenhados por você.
Para as mães a ligação com um filho vem deste o útero, desde o primeiro momento em que se sabe estar realizando o grande milagre da vida, não só cheias de vida, as mães ficam cheias de algo bem maior, um bem querer infinito, um amor incondicional, iluminado. Carregam dentro de si algo proveniente da permissão divina.
Enquanto aos pais, resta esperar do lado de fora, tentando sentir através do amor que nasce no peito quando se descobre pai, ligar-se de alguma forma desde o ventre com aquela criatura.
Com toda certeza ser pai é bem mais difícil, pois esta ligação precisa ser construída, com detalhes talhados e iluminados por ambas as partes, ser pai e filho, é uma relação que necessita de algo alem do sangue, dos traços, da historia, do cotidiano.
A sociedade diz que pai pode ser qualquer um, mas não é assim tão simples.
Pai tem que ser aquele que enche-se de orgulho ao ter o filho nos braços na saída da maternidade, após esperar nove meses para senti-lo; lá vai ele, mostrando ao mundo enfim, sua participação naquela vida.
Pai é aquele que senti vontade de chorar quando vê o filho em prantos, sabendo que assim será pelo resto da vida; que ao carregar-lo nas costas ainda menino ou menina, apontado-lhe as coisas do mundo, as curiosidades da vida, compartilhando aquilo que um dia lhe foi também ensinado. É perceber-se criança novamente ao correr para casa depois de um dia cheio de trabalho, louco de vontade de brincar; descobrir-se encantado ao segurar uma boneca brincando de casinha, ou mesmo técnico de futebol para acompanhar o sonho de seu menino, é lambuzar-se de sorvete, e sem medo de parecer criança ver-se menino novamente.
Ser pai é deixar que lhe roubem a vida, com um sorriso cheio de uma inocência qual pertencente a um anjo, é deixar-se parecer tolo, dominado, de homem criado permitir-se ludibriado por alguém que ainda faz xixi nas calças; e que corre para os seus braços quando senti medo do escuro, do bicho que mora no armário; ser pai é entregar-se ao filho durante toda vida, desde a infância ensina-lo a caminhar, com a ilusão de que ele jamais deixe de procurar sua mão para conduzi-lo.
Sabe-se que isso logo se transforma na mais cruel realidade, pois eis que chega o momento onde tudo deixa de ser conhecido, onde sem perder seu papel de pai, é preciso acima de tudo transformar-se no mais verdadeiro e cuidadoso amigo.
É um momento perigoso, pois de melhor pessoa do mundo, do cara mais forte, o pai mais legal, herói, palhaço, mágico, engraçado, passa-se a bandido, ditador de horas e limites, cabeça quadrada, idéias ultrapassadas, descobre-se que sua mão que o conduzira por longos anos hoje é dispensada, entende-se que é hora de transforma-se em amigo, companheiro, sem nunca deixar de ser pai. Muitos se perdem.
Chega a ser desesperador, pois agora é necessário cuidado para poder participar daquela mesma vida que por tanto tempo dependeu de você para crescer, e cresceu.
É difícil não mais poder segura-lo nos braços e acalenta-lo, pois agora seus tombos são provenientes dos caminhos da vida, não se tem mais controle sobre aquilo que ele deve ou não fazer, não se pode interferir em suas escolhas e ao aconselhar conformar-se caso não seja ouvido, porem como amigo ajuda-lo a erguer-se quantas vezes for preciso, participar de suas vitórias e caminhar pelo mundo não mais com ele em seus braços como na saída da maternidade, mas a seu lado, sentindo o mesmo orgulho.
Ser pai é representar Deus na vida de um filho, independente do sangue, ou da forma que a vida lhe der esta oportunidade, dependente apenas do amor de pai para filho.
D.S.L

Ao meu pai todo o meu amor! A todos os outros um Feliz dia dos Pais!

Não confundam qualquer “coisinha” com ele!

A ciência a séculos tenta desvendar, os poetas a milênios entender, sentir, saber… E a nós seres humanos nos é concedida a graça de vive-lo.

Deus o criou, e os anjos o protegem.

Ele esta ao alcance de todos. Ultrapassando hierarquias, quebrando regras, juntando raças, culturas.

Por ser um acontecimento grandioso na vida de qualquer um, muitas vezes ele faz uma bagunça sem tamanho.

Nunca saiu de moda, apesar de carregar adjetivos como clichê, brega, etc.

Ele é do tamanho do coração de cada um, quando grande exagera, delira, sonha; quando pequeno silencia, atenta, racionaliza, mas presente espera, e mesmo que aparentemente despercebido é notado, sentido.

Cada um tem algo a dizer sobre o amor; Uma historia que seja!

Alguns não acreditam, outros acreditam demais, muitos sentem medo, a quem jure que ele acontece uma única vez na vida, a quem diga que ele passa, a quem decrete que é eterno, a quem viva a espera-lo em busca de uma vida mais cheia de sentido.

Eu poderia dizer, a quem não acredita que tudo se move em torno dele, uma musica, por exemplo: faz mais  sucesso quando canta ao coração, seja lá a melodia escolhida: rock, forro ou baião, seja a letra sem muita rima, seja a voz desafinada ou não, quando toca ao coração não tem como fugir, e então o amor se manifesta.

Aos que acreditam demais, eu lhes digo: paciência, pois o amor é como um rio que corre lentamente em nossas vidas, em paz, sem desespero pra desaguar. Acreditem, mas não deixe de viver por falta dele, na verdade ele existe em cada ser vivo e não somente em sua historia.

Aos que tem medo: eu não lhes tiro a razão, tanta coisa é dita sem fundamento, por vezes de pessoas sem justa causa, o amor quando amor, não faz sofrer, não ama sozinho, não traz tristeza, e mesmo que acabe por uma das partes, ele sabe ir embora, não sem choro, não sem sofrimento, mas de forma calma, pois ao fechar a porta deixa a casa cheia de luz e lembranças de manhas onde se despertava por um sorriso. Quando se vai, deixa no peito o sentimento de amante e amado, de bem querer pelo tempo partilhado.

Amor quando amor, jamais acontece unilateralmente, sendo assim peço aos descrentes que não chamem de amor qualquer “cócegazinha”, qualquer atração aos olhos, qualquer coisinha.

Acredito que amar seja imenso demais para ocorrer uma única vez, amamos diversas e quantas vezes o coração permitir e a vida deixar, pessoas como eu, amam o amor, amam enxergar esse sentimento capaz de deixar os olhos turvos, a boca seca, as pernas bambas, e o coração diferente da paixão, em paz, o amor é o que sobra quando todos os outros sentimentos já se foram.

Amor quando amor, não passa, vesti outra cara, outra roupa, se disfarça, pode até transformar-se em ódio, mas passar, ele não passa, quando se ama alguém e também se é amado os olhos jamais se cruzarão, mesmo acabado, como se nada houvesse acontecido.

Eterno quando a vida passa a ser preenchida por um par de olhos que parecem ler quem você é; eterno quando nos entregamos como num vôo em queda livre, sendo o solo seguro o colo do ser amado, amante. Não há medo, distancia ou obstáculo capaz de dete-lo, eterno quando se perde a vergonha de confessar ao telefone uma saudade de horas; quando se pactua: não te permito viver sem mim, e juro jamais viver sem ti!

A quem já tenha amado, a quem nunca o tenha sentido, a quem viva a esperá-lo eu lhes digo: jamais percam a esperança, pois na vida tudo pode ser conquistado; sucesso, fama, dinheiro, riqueza, mas um coração quando lhe é entregue para ser amado, transformando-o em amante, é presente da vida!

Encontro-te na primavera entre flores, brisas e melodias…

D.S.L

É você quem escolhe o que ela vestira!

Então ela surge! É você quem escolhe o que ela vestira na noite, dia ou tarde em que o encontro é marcado pelo destino, pelos acontecimentos, pela própria espera.

Ela surge! Perfeita, estonteante, entorpecente, encantadora.

Ela jamais aparece sozinha.

Sua chegada pode demorar dias, anos, meses, segundos, porem certamente vira acompanhada de um sonho; então ela nos pega pela mão nos levando pelo lado esquerdo, pois a sua direita você esta de mãos dadas com aquele alguém que você era antes dela chegar, pode ser a criança que chorava ao ser rechaçada na escola, o adolescente tímido e solitário que se trancava no quarto quando sentia o mundo desabando de seu teto, o adulto que cansado de lutar perdeu a esperança.

Você percebe não ser mais senhor de seus passos, ela te governa, e mesmo não sabendo pra onde; você a acompanha. Hora com medo, hora com os olhos tão cegos de encanto que mal consegue parar sobre os pés, diante de tamanho brilho que parece exalar de cada pedaço de seu corpo.

Ela te faz seguir em frente, e em paz você sorri para quem esta ao seu lado direito como se dissesse ao passado: esta vendo! Valeu a pena não morrer, no intimo não desistir e esperar, pois ela veio nos buscar.

Caminha-se com ela para o futuro, enquanto presente, a direita o próprio passado. Adiante um horizonte, onde Deus caminha tão próximo, que no peito explode a ilusão de sentir seu abraço, pois o coração já não bate calado, explode, fazendo um barulho ensurdecedor e enlouquecidamente descompassado.

O passado lhe olha assustado, lembrando-se dos dias em que tudo era cinza, e ao olhar para a sua direita ele a reconhece pois ela sempre esteve em seus sonhos, exatamente como aparece agora na realidade.

Ela não para de cantar, as vezes desprevenidamente rodopia ao seu redor, grita, chora e sorri, e tudo ao mesmo tempo, e tudo tão louco e em paz, cheia de amor e de si mesma, sozinha, olha pra você agradecida pois ela só poderia existir de fato, se você jamais deixasse de acreditar que ela chegaria.

As vezes ela para pelo caminho, precisa falar, e lhe diz que também esperava por você, para enfim cumprir seu destino, o mundo inteiro esperava por este encontro, o encontro que uniria ela e seu fiel companheiro, a você e seu passado, com a nova vida que terão após viverem todas as emoções.

 Ela lhe confidencia que surge todos os dias, na vida de todos, mas que as vezes por ela se mostrar pequena, ninguém se quer a percebe.

Ela se mostra nas manhas quentes onde uma orquestra de pássaros enfeitados pela luz do sol pintam o quadro do dia, ninguém a vê, ela diz estar no radio sobre a pia da empregada domestica que lava louças cantarolando, no abraço do amigo que lhe acolhe o coração, nos olhos orgulhosos dos pais que vêem o filho trilhar um bom caminho, ela esta no amor, na alegria, na saúde, no sorriso de quem sorri para um desconhecido, no céu onde os anjos beliscam as estrelas para que elas acordem e brilhem cada vez mais, ela senta na lua brilhante, no reconhecimento que não gera dinheiro.Porem muita vezes cansada, acompanhada de seu fiel escudeiro vai embora do coração daqueles que não são capazes de senti-la, seja sua aparição pequenina ou grandiosa.

Quando não a esperam mais, ela parte levando consigo seu doce amante, porem decretando que sempre poderá voltar quando no peito surgir novamente a esperança de que ser feliz é possível.

A cada um de nos ela tem um sobrenome, mas pela vida a fora ela é conhecida simplesmente como felicidade, sendo o sonho seu fiel companheiro e amante.

D.S.L   

“Aqui” não é diferente!

Uma emissora de televisão há alguns meses vem exibindo uma novela inspirada na cultura indiana.

Mesmo retratando uma Índia, um tanto quanto distante da realidade, nos deparamos com a separação social existente naquela cultura, as chamadas castas, sistemas hereditários que divide as pessoas de acordo com a estrutura corporal do Deus Brahma.

É como uma pirâmide, da boca provém os brâmanes a casta mais respeitada que abriga sacerdotes, dos braços os xatrias: militares, das pernas os vaixas: comerciantes, dos pés os sudras: camponeses, e sob a poeira dos pés deste Deus estão os dalits, considerados intocáveis por em algum momento da historia de seus antepassados ter desrespeitado alguma lei da casta a qual pertenciam originalmente, estes são considerados impuros, intocáveis, e assim realizam os trabalhos considerados desprezíveis: como a preparação dos cadáveres para o enterro, a limpeza das ruas, banheiros, etc.

Os dalits vivem praticamente isolados de todo o resto da população, rejeitados. A separação é tão grande que quando alguém de casta pisa sobre sombra de um deles precisa ser purificado, pois sua alma ou casa pode ficar impura, contaminada, por algum tipo de má sorte.

Vejo muitos comentários indignados por essa situação, a muita discussão, seguido de vários protestos em todo mundo para que esse sistema de castas seja exterminado na Índia, porem observando e trazendo para nossa cultura um pouco desta Índia, vejo que aqui no Brasil, veladamente temos nossos sistemas de “castas”.

Temos nossos intocáveis, basta caminhar um pouco por qualquer rua que nos deparamos com situações parecidas.

Muitas foram as vezes que vi pessoas virarem o rosto ao se deparar com algum morador de rua que lhe estendi a mão em busca de algum trocado, crianças enxotadas em portas de restaurantes por tentarem vender alguma coisa aos fregueses, por toda parte ainda hoje vemos os negros, os afeminados ou as masculinizadas, os mal vestidos, os pouco agraciados pela beleza física serem desprezados. Intocáveis, e por alguns considerados impuros ou indignos de estar entre os poucos “abastados pela vida”.

Essa separação chega a situações extremas por alguns que acreditam que o melhor seria que esses seres humanos não existissem, e assim saem pelo país a “exterminar” essa gente considerada menor, queimam moradores de rua, agridem homossexuais ou trabalhadores em pontos de ônibus, denigram a imagem do mal vestido, do feio, do sujo, daquele que é considerado menos por muitos que se sentem superiores.

Isso não ocorre apenas no Brasil, mas sim em todo o mundo, então acredito que antes de criticar e pensar em acabar com o preconceito em alguma outra cultura, seja ele de qualquer espécie, é preciso rever dentro de nos mesmos os nossos próprios fantasmas, a nossa própria rejeição aqueles que não escolhem ser rejeitados, desrespeitados e olhados a ponto de abaixarem a cabeça por se aceitarem indignos em uma condição imposta por uma sociedade hipócrita.

D.S.L

Doce realidade!

 

 

Caros amigos e leitores,

Eis um sonho realizado!

Quero agradecer em primeiro lugar a Deus, pois a ele devo tudo! Alex Oliveira, presidente do Jornal Folha de Sapucaia, aos novos leitores de Sapucaia e região, minha grande amiga Nivia que teve participação fundamental nesse processo, a todos os amigos que sempre torceram e acreditaram!Um forte abraço em todos!

Espero sempre poder ser digna da atenção que estão devotando a minhas palavras!

D.S.L

O coração de uma gente

Todos queremos ser, ter ou saber algo da vida.

E a vida em si, nada mais é do que o chão onde somos reconhecidos por sermos nós mesmos.

 

Pensando nisso e diante da experiência de ter morado tanto em grandes centros, quanto em cidades pequenas, eu gostaria de pedir aos moradores de cidadezinhas que ilusoriamente desdenham de suas vidas, e cotidiano por acharem que nada ali muda ou se renova, para não se enganarem, pois na verdade nas grandes cidades os dias amanhecem e adormecem como no interior.

A diferença esta no reconhecimento, no saber de onde se vem.

No olhar de cada morador reconhecer a si mesmo, cada um contando um pouco da sua historia, tecendo parte de sua vida.

Numa grande cidade, tudo muitas vezes é tão grande, que parece engolir, entontecer, entristecer. Na mesma proporção de grandes conquistas, existe a proporção de grandes tristezas, a pior delas é ver nitidamente a degradação de seres humanos espalhados nas calçadas, grandes enganos, grandes perdas, muitas vezes a perda daquilo que sabemos de nós mesmos.

Recordo-me das vezes que diante de arranha céus, fumaça, poluição sonora, visual e estrutural, eu me senti como uma criança assustada, tão pequena em meio aquele mundo enorme.

Não encontrava com sorrisos conhecidos pela manha a caminho do trabalho desejando-me bom dia, não sentia cheiro de mato, ou de casa quando retornava cansada de mais um dia onde a única tarefa realizada eram idas e vindas apressadas em meio a tantos desconhecidos, quase não encontrava flores, arvores, ou pássaros, o céu era coberto de nuvens avermelhadas, no final das tardes de primavera, não havia brisa, mas sim chuva acida.

Em noites de verão, não se via cadeiras nas calçadas, gente junta batendo papo, ou contando “prosa”, quando se adoece ninguem vem saber, ninguem pra cuidar, poucos rostos amigos.

Amizade nas grandes cidades é coisa rara, pois o tempo é curto, e quase não se tem tempo pra fazer novos amigos, porque amigo tambem da trabalho, e trabalho só se for em troca de dinheiro, ou algo.

Eu quero pedir as pequenas cidades, que permaneçam fazendo questão de serem pequenas, interiorizem-se cada vez, realizem serenatas, festas nas praças, doce de leite compartilhado com o vizinho, criança pulando muro pra “panhar” frutas de quintais vigiados por cachorros assustadores, historias e lendas dos mais velhos que juram de pé junto terem vivido, visto ou apenas ouvido falar, namoro de criança que termina com a menina indo pra cidade grande completar os estudos, casamento no salão da igreja com a cidade inteira presente e emocionada ente junta batendo papo, ou contando prosal das tardes de ver unica do, nda sua historiae sabemos de nos mesmos., natal de rua, vida compartilhada.

Para tanto, não é preciso dizer não ao progresso, pois este esta atrelado a novos pensamentos, pensadores e descobertas, só lhes peço que não permitam que a expansão de cidades pequenas, seja capaz de diminuir o coração de sua gente.

D.S.L