Sobre as necessidades do amor

Navegando pela rede, assisti um vídeo onde militares retornam da guerra surpreendendo seus familiares, a maioria crianças. Pais e filhos se abraçam como se não existisse ninguém no mundo ao redor deles, emociona a entrega do abraço o qual em silencio narra ao “pé de nossos corações” todas as horas de angustia frente a distância, o medo de não os rever, e principalmente o amor, o laço, essa prisão sem portas em que nos colocamos quando amamos alguém.

Senhores, senhoras, ouçam meu singelo, clichê e tão verdadeiro conselho: abrace, beije, chore de saudade, se deixe emocionar diante do amor, fale, fale todos os dias, telefone, viaje se preciso for, partilhem da vida, queira os encantar, entregue momentos únicos, sorria lado a lado, pois a vida é um campo de batalha, que não nos manda recado algum sobre quanto tempo ainda temos no front.

Frente a pessoa amada tenha a entrega necessária para que ela saiba a imensidão de seu sentimento, não reserve amor, não se prive de dar a quem se ama o respaldo de poder enfrentar uma guerra com a certeza de que manter-se vivo é necessário para ver aquele sorriso novamente, manter-se vivo é retornar para alguém, para um abraço, para casa. Tenha como contexto de guerra as que travamos diariamente no trabalho, nas ruas, tenha como sinônimo a morte, esse seguir adiante tão doloroso para quem fica, as vezes tão silencioso para quem parti, permita que nessa hora os céus sejam capazes de acolher suas preces, tamanho sentimento que ultrapassa qualquer fronteira, permita que o ser amado tenha a exatidão de sua importância e do quanto esse amor perdurara infinitamente.

Senhores, senhoras, ouçam minha suplica: encantem-se, deslumbrem-se, não sejam rasos, Deus os livre do blasé, da apatia de não demonstrar sentimentos, da falta de cor, Deus os livre dessa escuridão onde se oculta sentimentos tão raros, e bonitos, externem-se, sejam para fora, o amor precisa ler cartas, olhar a lua, brincar na grama, tomar banho bom de mangueira, mar, rio, o amor precisa de mãos dadas, de música partilhada, de bom dia, boa tarde, boa noite, de dorme em paz com Deus, o amor precisa de uma saudade que ainda nem é saudade mas que já se sabe, precisa de música, poesia, de flores, de chocolate, de rede pra balançar, de paz e alegria para harmonizar, da hora mágica do pôr do sol, o amor precisa de encontro aflito e ansioso por um olhar.

O amor senhores, senhoras, precisa acontecer, pois caso contrário ele morre e sem ele, Ah… Senhores, senhoras, os autossuficientes que me perdoem, sem ele, a vida não tem tanta graça, não tem magia.

Amém e amem!

D.S.L

 

img_20190113_162143660_hdr (1)*foto: @elaguimaraes09

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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