Independência?

Temos um novo governante, não o chamarei de presidente porque a mim essa denominação merece respeito, e não reconheço nesse senhor a excelência para tal. Michel Temer não me representa, rejeito veementemente sua condição, pois a nuvem negra da traição paira sobre seus atos, de aliado a inimigo em muito pouco tempo, condizente inclusive com toda a situação do pais enquanto vice presidente, investigado, suspeito, e por fim de maneira vil traindo com um sorriso vitorioso e sórdido no rosto. Não, não, ele não é confiável.

Sim senhor Michel, o senhor é golpista em todos os sentidos da palavra! E sim senhora Dilma, a senhora é cúmplice de bandido, portanto criminosa!

Ainda assim… Não acredito que os olhos de Temer ficarão vermelhos reluzentes, chifres pontiagudos não irão surgir em sua testa oleosa, caninos não crescerão, nem um tridente aparecera a seu lado em um trono aveludado e ornamentado por chamas, em contramão Dilma não recebera um par de asas, tão pouco merece ser posta em um altar com rosto sereno, mãos ao peito e rodeada de luz. Nem demônios, nem santos, nem anjos, tão pouco salvadores da pátria.

Todo processo um grande teatro, papeis gastos e personagens esfarrapados, mentirosos, fanfarrões, dotados de um cinismo descomunal.

A maior, ou talvez única verdade que será documentada nesse impeachment será a frase vociferada pela senadora Gleice Hoffman (diga-se de passagem, o marido esta preso por envolvimento em maracutaias políticas) indignada: “Qual é a moral que tem os senadores aqui para dizer que ela é culpada, para cassar? Quero saber. Qual é a moral que vocês têm?”. Nós também queremos saber senadora, nós também!

Alias pensar em governar com moral, respeito e honestidade a pátria amada tão dilacerada, assaltada e desgovernada Brasil é o que eles menos fazem, não se enganem: o poder é bem mais atrativo do que o pobre, portanto é pelo poder, pelo dinheiro, não tem nada pelo outro, tem para si mesmo, e isso meus caros cidadãos é contagioso, dificilmente quem beberica nessa taça consegue não se lambuzar, e como indulto para uma consciência as vezes atormentada o clássico: tiro o meu, mas faço algo por todos, e assim temos  a pratica da propina, do extra, do caixa dois, do mensalão, do petrolão, institucionalizada e perdoada.

Nesta guerra de poder quem perde mais uma vez é o pais, que continua depenado, sabemos o quanto custa manter uma base sempre aliada ao governo, de olhos bem abertos temos a noção do quanto a falta de estrutura nos sistemas de saúde, educação, agricultura, etc., esta condicionada a essa gana ensandecida por parte dos nobres governantes que a qualquer custo, na base do doa a quem doer, defende seu mando, no alto de uma soberba incalculável. Eis a monarquia que coroamos nas urnas.

Estamos todos escravizados, todos!

No mais, continuo torcendo pelo Brasil, sem partido, sem golpista, sem ladrão, pelo Brasil do bem, que faz musica, poesia, dança, arte, continuo torcendo pela professora que estimula seus alunos, pelo medico do posto de saúde que olha o paciente nos olhos, torço pelo menino da comunidade que passou no vestibular, torço por esse povo de fé e devoção, solidário, humanista, que emociona a todo mundo por atos de coragem, bravura, inteligência, humildade e talento, e que um dia estará liberto dessa gente covarde e tão pequena.

D.S.L

 

 

 

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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