A festa é nossa!

É incontestável: há outras prioridades no país, as quais por muitos motivos andam sempre a margem da própria sorte, amparada pela negligencia por parte do poder publico.

A cidade sede das olimpíadas, o tão famoso Rio de Janeiro sofre com cofres públicos arrasados, o governo desmantelado não tem dinheiro se quer para arcar corretamente com sua folha de pagamento, isso sem falar na falta de segurança, trafico de drogas, prostituição infantil, etc.

Falta-nos saúde, educação, justiça, igualdade… São problemas estruturais, crescentes, os quais não serão resolvidos em um piscar de olhos, e o que lamento é saber que todos esses problemas provem da ma gestão, somos assombrosamente assaltados por aqueles que nos governam.

Não temos um rei, temos vários, vejo-me diante de uma monarquia sem sobrenomes, onde o eleitor escolhe seus algozes, e eles nos tem comandado com requintes de crueldade.

A culpa não é sua, nem minha, nem de todos aqueles que acordam cedo, batalham, estudam, e tentam caminhar sem usurpar nada de ninguém, porem é um sentimento que tem se apossado de nossos ombros e com todo esse peso, esses monarcas escolhidos por nos, tem arrancado de todos um bem muito precioso, esse descaso gritante tem ofuscado a esperança sempre tão brasileira de que somos um povo bonito e único.

Ninguém tem que sentir vergonha do pais, quem precisa ser envergonhado são esses ratos de esgoto, desconhecedores de caráter, dignidade, honestidade e verdade. Não somos nos os perdedores, são eles, cada um deles, homens cambaleantes, donos de falas desconectas, mentirosas e arrogantes, que desconhecem a lei do retorno, mas que chegara, e a fatura caros ratinhos é bem alta.

Nossa alegria esta maltratada, chicoteada, em fase quase terminal.

O pais esta bagunçado, e ainda assim convidamos o mundo para entrar, sentar e tomar café, e essa visita não chegou de surpresa, tal qual essa crise que estamos atravessando ela foi anunciada.

Sei que tudo esta muito errado com o pais, mas não podemos deixar que isso nos leve de uma vez por todas a esperança, não podemos ficar imunes a tudo o que de tão bonito ainda temos, não é justo apenas criticar, não somos perfeitos, mas somos lindos, um povo cheio de mistura, cor, musica, e que como ninguém sabe sorrir.

Não podemos perder a emoção, o brilho nos olhos ao ouvir o hino nacional de força tão linda sendo cantado por um craque da musica popular e toda sua elegância, vimos a velha garota de Ipanema caminhar maravilhosa, soberana e reinventada, a força de empoderamento da mulher negra, o grito de quem clama: “eu só quero é ser feliz”, não podemos deixar de dizer que isso aqui, é um pouquinho de Brasil(e que é esse pouquinho que vale a pena ser conhecido), que canta e é feliz, proveniente de uma raça que não tem medo de fumaça e que não se entrega não.

Não devemos, não podemos e não merecemos nos entregar somente as criticas, as tristezas, e mazelas, pois não venceremos todos os nossos problemas motivados pela amargura, tão pouco pela falta de esperança.

A lagrima é verdadeira já dizia Renato Russo nos versos de sua canção, e que seja sempre verdadeira, e que ela se derrame com as poucas vitorias e raros momentos em que ainda podemos nos orgulhar de ser um povo bonito e único, donos do maior show da terra, a qual sua gente sabe executar com maestria, ainda que escalpelados pelo descaso de quem não merece ser brasileiro.

A festa não é deles, é nossa!

D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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