O silencio

Relutei em escrever sobre o caos em que vivem e são recebidos os refugiados de todo mundo.

Não quis falar sobre política, governo, e toda essa situação de deboche que nos apresenta nossos governantes.

Não reagi em redes sociais sobre a catástrofe na cidade mineira de Mariana, não compartilhei fotografias do mar de lama que tomou conta do oceano, invadindo as águas do Espírito Santo.

Fiquei em silencio diante dos atentados a Paris.

Estou em silencio a muito tempo, pois todas essas situações não podem ser traduzidas, não há opinião a ser dada, não existe   outro sentimento diferente de tristeza.

Tristeza, com todas as letras, sons, significados e sentimento.

Destino, catástrofe, acidente, atentado, erro, não, é bem mais que isso, é o mal mostrando sua face carniceira e sarcástica, é o mal rindo de todos nos, gargalhando da miséria, do descaso, é como se uma mão visível, entrevada, seca e fria, estivesse aniquilando o mundo e transformando a terra em um lugar cada vez mais sombrio, com cenas de barbárie e desespero cada vez mais próximas.

Estamos todos sozinhos, abandonados a própria sorte, e o silencio me devassa, assim como um temporal, que ao invés de arruinar paredes e moveis, desconstrói  a alma.

Escrever o que caros senhores? Aonde mais podemos encontrar palavras de esperança, otimismo, como pensar na beleza da vida diante de tamanha desolação, como falar de beleza, de poesia, como ter graça? Eis minha inquietação, eis minha ruína, tudo que vejo esta cinza, tudo que sinto esta triste.

Nobres senhores o ser humano perdeu o sentido, e a vida o rumo, somos todos culpados. Vamos todos naufragar, todos nós: corruptos, infiéis, invejosos, desumanos, alienados, egoístas, vamos todos morrer diante dos incalculáveis questionamentos e opiniões fuleiras e sem sentido que enfeitam as redes sociais. Dispensamos as portas dos banheiros para que o mundo conheça nosso lixo de pensamento, nossa pobreza de alma, pois na verdade estamos todos preocupados apenas com o próprio umbigo, o lixo esta apodrecendo tão fetidamente que em breve ira nos tirar o ar, nos levando a insanidade.

Estou em silencio, acreditando como sempre no impossível, tentando emanar bons fluidos e sentimentos de luz diante do caos, através da oração, sim senhores, em silencio tenho orado não contra alguém, ou governo, ou estado mas sim a favor do bem e da transformação que depende de todos nos.

D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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