Levantar?

 Acabou!

Enfim quarta-feira!Sim, não é qualquer quarta-feira, mas aquela, a temida, a de cinzas, e porque temida? Porque a partir de agora não há mais escapatória, o ano vai começar, precisa começar, a preguiça pode até se arrastar por esse resto de semana, afinal, segunda feira é um dia mais propicio a pensar na vida.

Pasmem! Estamos a praticamente uma semana do mês março, portanto isso quer dizer que daqui a pouco a exatos nove meses, um novo ano nascera. Mas como assim? Já? Que conversa é essa?

Não senhores! O tempo não para! Já proferi apelos para que ele ao menos passasse devagar, que nos desse mais tempo para saborear melhor os momentos, pessoas, historias, mas o relógio esta cada vez mais implacável.

Nesta quarta feira ainda debaixo das cobertas, envolta em uma preguiça monstruosa, abri os olhos e indaguei: levantar para que?

Para passar o dia inteiro numa sala branca, rodeada de problemas que não foram causados por mim, tentando desviar de super egos, super humanos concentrados em discursos mentirosos de perfeição, que se atropelam por andarem rastejando, afinal assim com mãos rentes ao chão é mais fácil puxar o tapete dos que cruzam seus caminhos, e saber que isso, essas questões ocupam a maior parte de todo o seu dia, ou seja, são quase dez horas vivendo assim. Não! Para que levantar?

Ainda deitada na cama vagueando esses pensamentos com a realidade eis que de repente, um par de patinhas se apoia a beira de minha cama, um focinho gelado funga meu cotovelo, e quando deslizo as pernas para enfim tocar o chão sou brindada com um bom dia digno da pessoa mais amada do mundo, um rabo saltitante, proveniente de um amor silencioso, e de um olhar mais que humano começam assim a abrilhantam o meu dia e dar sentido a meu levantar.

Na cozinha uma senhorinha indaga-me sobre meu sono, fazendo o chamamento para o café, a minha paixão centenária esta lá, de pé, com pensamentos tão claros como seus cabelos que mais se parecem tufos de algodão, o sorriso menina, a dádiva de mais um dia estar viva, e a vontade de permanecer assim eternamente, ela sorri e tudo se ilumina.

A frente, já saindo de casa, a melhor de todas as bênçãos, o afago de um beijo no rosto ligeirinho para não atrasar, e os olhos a fitar-me até desaparecer no caminho, deixo para trás um coração de mãe que jamais se cansa de estar ali, firme no propósito de proteger, aconselhar, acarinhar.

Quando embalada no sentido de oficio, vida pratica, dinheiro versus contas no fim do mês, matemática que raramente termina positiva, eis que surge o amor, não o de sangue, mas aquele que a vida escolheu para encantar a historia, o laço dado por mãos que compartilham hoje, ou melhor, já algum tempo o mesmo caminho, um só traço, eis que vem o amor, aquele que faz sorrir em meio a crise de uma mesa de papeis que parecem querer se auto inflamar, e o amor me acompanha, esta ali, as três da tarde no meio de uma ligação, quando tudo esta muito difícil e para melhorar a respiração telefono em busca de paz, o amor fica ali quieto pronto para dizer qualquer coisa ou nada que valha para melhorar um dia não muito bom, uma decepção aqui, uma lagrima ali, um problema acolá.

Vale a pena levantar, pois o amor esta na vida, nos olhos que se abrem para um novo dia, que mesmo difícil pertencera a dádiva de ter amor, alegria, riso, vida, amor, amor, amor.

E você esta encontrando o amor todos os dias quando se levanta?

Caso a resposta seja negativa, levante mesmo assim e de um jeito de amar, pois é dessa forma que ele também o encontra.

D.S.L

 

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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