Até aqui

Foram muitas as mortes do coração, nunca houve outra causa, fui contamina diversas vezes pela mesma ameaça. Diante do tumulo, o corpo moribundo suplicava uma chance, o coração fraquejado mantinha viva a esperança de sempre que morte nenhuma era capaz de desfalecer.

Mantinha-se inerte pela vontade desaparecida.

A sepultura que o envolvia não era capaz de imobiliza-lo por completo, os pensamentos permaneciam vivos, mas era desejo da mente permanecer assim: imóvel. No peito o coração ainda latejava e isso mantinha o sangue corrente, vivo, vermelho, quente.Enquanto a lapide ornamentava a inscrição: vai passar.

Voltar a respirar depois de tanto tempo,fazia o renascer ainda mais belo, os pulmões enrijecidos voltavam a ter ar em abundancia, enquanto novamente entregava-se a vida com a promessa de não voltar a morrer, foram muitas vezes, e tantas outras quebrada essa promessa.

Aprendi a morrer para encontrar a chance de uma nova vida, distante das historias que precisavam ser enterradas.

As cicatrizes que enfeitavam o corpo lembravam-me o quanto minha fragilidade era na verdade a fortaleza de meus melhores sentimentos, ser frágil nem sempre quer dizer ser fraca e assim aprendi a ser forte de modo a me permitir todas as coisas, menos desistir.

As conseqüências provenientes dos saltos ao desconhecido, jamais senti medo da queda, tinha muito amor pela liberdade do coração, arrepender-se as vezes era inevitável. Era claramente apenas o hoje, só o hoje, as horas seguintes a mantinham com o pensamento distante do querer adivinhar ou prever o improvável amanha. Sempre foi questão de horas, segundos e nada mais, por isso o excesso em tudo, a fome de querer cada gota fosse do veneno da inconseqüência, ou do antídoto pacificador de ter tentado.

Todo o vasto mundo cabe na escuridão de seus olhos pequenos, negros, redondos, assustados, que se mantiveram abertos até aqui, e apenas isso sabe dizer: até aqui, nesse instante, nada mais nem alem.

D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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