“Sou foda”!

Nada mais importa diante do teu abraço e das coisas todas que só você tem, tudo se tornou secundário: a crise financeira, o dia de sábado chuvoso, o salário pouco e as faturas altas, nada mais importa, acordar cansada, com sono, com preguiça, o governo que continua roubando, a ultima tendência da moda, acordar importa porque preciso estar muito viva, afinal de contas a vida ficou melhor depois de você, e tendo te encontrado aumentou em mim as esperanças que sonhos são possíveis.
Não apostei todas as fichas em nós, pensei estar imune aos teus encantos tão relevantes a tantos, tão vãs a mim.
Impressiona-me a maneira como o teu sorrir me deixa feliz, sentindo-me plena, como se houvesse ganhado um titulo por haver conquistado o mundo, e então vejo e sinto o mundo que conquistei em você, e assim me sinto como um jogador de futebol que marca aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo ganhando a partida, como quando se consegue fazer uma proeza e dizemos sozinhos para nos mesmos: sou foda!
Faltam ainda muitas horas pra você chegar, mas meu coração começa a ser mais feliz só de imaginar que irei te encontrar.
E então você chega, e sempre tenho medo de não ter mais assuntos, ou qualquer outra coisa que faça você se interessar por mim novamente, e todo o tempo, e durante muito tempo, porque dessa vez não tenho motivos pra mandar ninguém embora, “não tinha tudo pra dar certo”, mas esta dando, e eu que sempre fui tão metódica, tão cheia de medíocres pensamentos que raramente se tornavam reais, eu que sempre fiz uma outra idéia de tudo, não fiz idéia nem por um segundo do quanto poderia te amar, jamais olhei as surpresas da vida com bons olhos, pois sempre tive muito medo do inesperado, e com você não é diferente, o meu medo continua latente, vivo, sempre rondando meus ouvidos como um diabo querendo contrariar minha fé com palavras que soam cautelosas: não se entregue, você pode sofrer.
Como não se entregar? Agora é muito tarde senhor diabo, não tem mais volta, não tem mais esconderijo, escudo, não tem mais aquele cantinho cômodo, quentinho da vida sem muitas perdas, mas também sem nenhum ganho.
Ainda bem que nunca fui de “dar ouvido” a vozes que testam minha fé, escolhi ficar com esse sorriso bobo, esse ar suspiroso, esses olhos naufragados pela doçura dos teus carinhos, escolhi escrever mais e mais sobre o amor, e quem estiver entediado me achando uma boba apaixonada, se retire, por favor, e pare de me ler, já existe muita gente ditando política, dinheiro, dor, existe muita gente se dando muita importância e amanhecendo enlouquecido procurando um rivotril para suportar seus vazios que de tão grandiosos não conseguem mais serem preenchidos. Prefiro ter o teu colo enfim sem medo de deitar sobre ele como sinal de entrega, sem temer o dia em que tudo, inclusive a gente possa acabar, não consigo pensar, tão pouco imaginar que toda essa imensidão de tudo, tão intensa e verdadeira possa sumir, desaparecer, não posso pensar nisso, por que isso não é real, isso é aquela voz a qual eu jamais dei ouvidos, afinal de contas enquanto essa voz tenta me corromper Deus parecer nos envolver em seu manto, feliz, contente, com olhos meninos, por saber que ainda há no mundo seres humanos capazes de se amarem, simplesmente.
Agora sei o que existe no fim do horizonte: a cor dos teus olhos.
D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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