Os moderninhos

Há quem pense a homossexualidade ainda de forma caricata, onde meninas que gostam de meninas são masculinizadas, agindo e vestindo-se como homens, e os meninos que também preferem os meninos são afeminados, cheios de trejeitos, e quando sozinhos, escondidos vestem as roupas da irmã ou da mãe, e se maquiam, vislumbrando o sonho de um dia se transformar em uma mulher.

Ainda não se entendeu que são meninas que gostam de meninas, e meninos que gostam de meninos, e nada mais.

A imagem na cabeça de muitos é que o ser homossexual esta vinculado a uma vida regrada a muitas festas, orgias, drogas, promiscuidade, solidão, discriminação, violência etc.

Ainda é muito complicado para a sociedade compreender que tudo mudou, é ainda mais difícil para uma família desconstruir tudo o que se conhece historicamente em relação a esta condição, nunca tive noticias de que alguém que tenha declarado para família, a mesma tenha recebido normalmente ou com festa, fato que na maioria das vezes já nem é tão novo assim.

Tudo começa da mesma forma, primeiro o susto da própria pessoa em relação a um desejo diferente o qual se julga até mesmo ser loucura, depois a solidão, o medo, a sombra que acompanha todos os passos, e a pergunta quase que diária: e se alguém descobrir? A situação só piora quando surgi um relacionamento, pois geralmente isso acontece quando ainda estão sobre o julgo obscuro do silencio, perguntas como aonde você vai? Fazer o que? E com quem? Passam a pertencer respostas vagas, gaguejantes. As horas fora de casa são cada vez mais longas, noites perfeitas ao lado de alguém que muito se quer são transformadas em amargas manhas, quando ao retorno para casa não é possível dizer a verdade, pois ela soaria pior do que qualquer mentira devido a  incompreensão de quem poderia e deveria tão somente acolher; e assim a primeira acusação é de que alguma coisa esta errada, quando na verdade nada esta errado, quando na verdade não se esta fazendo nada demais.

Muitos ainda acham que todo homossexual é muito moderninho, cabeça aberta pra tudo, sem limites, ou moral pra nada, pichando-os como verdadeiros devassos, porem essas pessoas não se deram conta do quanto eles são caretas, retóricos, provincianos, sim provincianos.

Eles estão lutando para poder casar, enquanto a maioria dos casais que estão juntos querem se separar, buscam o respeito e como sonho a aceitação da igreja, enquanto muitos outros não reconhecem se quer a existência do amor ao próximo o que dirá a um Deus, tenho noticia de que muitos oram todas as noites, enquanto tantos se quer se lembram Dele. Quando uma família aceita irrestritamente é como um paraíso que se abre, levar o ser amado para conhecer a mãe, o pai, aquela tia que apóia, passar o natal juntos, e outras tantas datas comemorativas, não ter mais porque mentir: vou dormir com ele(a), vou sair com ele(a), vou estar com ele(a), e todos cientes de que esse “ele(a)” é alguém do mesmo sexo, tantos outros mal sabem que valor tem isso, o valor de convidar alguém para fazer ainda mais parte da vida, afinal de contas hoje em dia o lance é “ficar”, enquanto eles lutam pelo direito, são cada vez mais raros aqueles que acreditam no amor.

Enquanto eles querem ter direito a adoção, vemos crianças cada vez mais abandonadas, enquanto muitos sonham com a maternidade vemos fetos sendo abortados, indesejados com cada vez mais freqüência. Enquanto muitos não sabem quem são, ou com que propósito estão no mundo, os vejo levantando bandeiras pela luta de uma causa que tristemente ainda não foi vencida.

A homossexualidade não é esse monstro de sete, oito ou dez cabeças, tão pouco esse poço de devassidão e anormalidade, ao contrario ultimamente os vejo mais “normais” do que os dito “normais”, é tão somente e sempre será apenas uma das tantas maneiras de amar e que disso ninguém duvide.

Respeite! Não se rodei de palavras capazes de machucar, pois você pode estar ferindo alguém que esta mais perto do que se imagina.

D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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