A frase que me desperta

Sempre imaginei que a grande “sacada” da vida era a própria vida, nesse emaranhado de anos, dias, horas. Acreditei que o amor pudesse ser uma coisa simples, e que a amizade um sentimento nobre que todos naturalmente carregam no peito.
Mas o que a vida nos oferece de mais interessante, não é a própria vida, mas sim o fato de que tudo é possível.
Todos os dias ao acordar penso: hoje tudo é possível.
Pode parecer loucura, mais ao sair de casa para o enfretamento de mais um dia, pinto em cores alegres esta frase no meu coração, para muitos uma grande ilusão, para mim o sentido de tudo.
Seja lá a situação boa ou ruim, tudo é possível, e o que mais nos amedronta nisso é que tudo independe de nossa vontade.
Essa semana, acompanhei o drama vivido por um pais atingido pela fúria da natureza, e imaginei todas aquelas pessoas com tantos planos e vontades, muitos deles destruídos por uma onda gigante, que chegou sem avisar.
Assim é a vida: incontrolável, avassaladora, única.
Sabemos do agora, e nada mais.
Aos que sobreviveram pouco restou, acredito que em um desejo final quiseram unicamente continuar vivos, para talvez fazer da própria vida algo diferente.
Quero dizer com tudo isso, que nos apegamos a coisas tão efêmeras, conheço pessoas que passam uma vida inteira, sem viajar, ou jantar em um bom restaurante, passear, fazer um curso de fotografia por capricho por pensar que algo assim é apenas um momento que passa, sendo que a vida nada mais é do que um momento, grandioso ou pequeno, é tão somente um momento.
De que nos adianta amontoar dinheiro, seja para a tão famosa “emergência”, seja para adquirir um carro, ou qualquer outro bem que se queira, certo que todos desejam uma casa, um carro, ou seja, lá o que for, porém não se pode viver unicamente para se ter, esse é o ponto, não se pode deixar de realizar pequenas coisas que estão ao nosso alcance para economizar, ou não gastar, considerando-as fúteis, pode-se ter tudo, só não se pode privar-se do primordial: da própria vida.
Muitas vezes nos arrependemos: “não devia ter feito isso”, “não devia ter comprado aquilo”, Deveria sim… Na verdade o importante é ter no coração o intuito de fazer melhor, de fazer bem, a conseqüência jamais nos pertencera, porem a consciência será pacifica, vez que se fez aquilo que lhe fora permitido.
Sei que muitas vezes nos falta coragem de arriscar, de tentar e até de sonhar, e de tentar novamente, e de persistir em um sonho mais uma vez, pois a vida para nos ensinar às vezes deixa de ser “mãe”, para ser “madrasta”, e assim nos maltrata, nos encolhe, nos devora, nos amedronta, fazendo com que carregamos no peito um coração machucado que jura a si mesmo não mais acreditar.
Deixando de acreditar, lentamente vamos deixando de sorrir, de sentir, de viver, de esperar o impossível, por vê-lo tão perto, de repente correr para longe novamente.
Permita-se, em nome de tantos, que por tantas coisas deixaram de viver, pense neles, em seus desejos que não mais poderão se realizar, nas pessoas que eles não poderão amar, nas amizades que não irão fazer, pense em todos aqueles que tiveram que morrer para que eu estivesse aqui refletindo sobre essas palavras com o coração cheio de uma esperança boba por estar tão somente viva, e que certamente a você que através dessas palavras tão obvias, junto a mim também se permitiu deixar o coração irradiar: vida, esperança e amor.
Viva!
D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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