O nosso pacto desde começo foi: um não “cagar” no outro

Se pensasse duas vezes talvez eu não tivesse coragem de responder sim, por isso quando você perguntou, eu respondi quase que saltando em cima de você.
Confesso que seu rosto assustado me causou desconforto, pois você imaginou que eu pediria um tempo pra pensar, mas não havia mais o que pensar, apenas decidir: se sim ou não.
Quando me vi arrumando as malas, a ficha caiu, e então eu me perguntava aflita e cheia de duvidas como seria.
Não se casa todos os dias (tirando algumas exceções), tudo bem, já vínhamos ensaiando há tempos, mas é o tipo de coisa que causa na gente um misto de euforia e medo, e no meu caso pavor.
Eu fiquei com medo de não saber cozinhar, mesmo você adorando a transformação que eu faço nos pacotinhos de macarrão instantâneo, tive receio de você enjoar de mim, e das coisas legais que sempre fizemos juntos deixarem de existir, pavor de não nos reconhecermos mais e nos tornamos dois estranhos dentro de uma sala vazia, e de você se tornar aquele cara que perdeu a vontade de voltar pra casa.
Nunca fui de acordo quando ouvia casais dizendo que se não desse certo separar era fácil. Pensando assim é como se uma união fosse algo descartável, como uma fralda cheia que se joga fora, o nosso pacto desde começo foi: um não “cagar” no outro, e a gente ria disso, sempre nos levamos muito a serio, pois reconhecemos quando o amor chegou, decidindo não transforma-lo em outro sentimento que fosse menor.
Você é o que há de mais real em meus sonhos, é o meu melhor amigo e maior companheiro, e diferente de todo o resto de gente que conhecemos nós queríamos viver isso acima de qualquer outra coisa, porque no resto do mundo não encontramos pessoas tão legais quanto eu e você juntos.
Ouvia falar tantas coisas: depois do casamento tudo mundo… E eu me perguntava: que “depois” medonho era esse? Será que casar acabaria com tudo, nos transformando naquele tipo de casal insuportável que só sabe brigar, e que não passeia mais, deixa de ir ao cinema, encontrar amigos, freqüentar festas e só dividir contas e ainda por cima brigar por causa delas.
Afinal eu não estava grávida, nem dando o golpe do baú, nem era a garota mais bonita que você já ficou, com certeza a mais interessante… (risos), porque então você queria casar comigo?
Tive medo de te decepcionar, de repente querer ter um caso com o cara do elevador. E se você esquece de tudo e não se importasse mais comigo? E se você preferisse sua mãe, sua cama vazia, sua roupa suja atrás da porta do banheiro sem ninguém pra reclamar, e se despertasse em você de repente a curiosidade de conhecer outras garotas, e se eu descobrisse um caso seu, e se você um dia me culpasse por não estar feliz, e se eu engordasse, e se você não mais se encantasse por mim todas manhas, e se você chegasse a conclusão de que se precipitou e no altar me abandonasse, e se tudo isso acontecesse eu não fosse capaz de te odiar, como então eu iria fazer pra te esquecer?
Não quero com o passar do tempo imaginar como teria sido a minha vida se eu tivesse lhe dito não, desejo com o passar dos anos ter a mesma certeza que tenho hoje: de que chegamos até aqui porque o amor nos conduziu, e mesmo que eu duvide do “para sempre”, com você eu quero que seja.
D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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