Mais do que o som da própria voz

Há quem acredite que sozinho basta!
Há quem jure que a solidão é necessária, muitas vezes sim, mas na vida em maioria é bem melhor estar acompanhado, ouvindo mais do que som da própria voz, tendo mais do que pensamentos vazios, e a companhia da ausência.
Não me basto! Definitivamente me descubro como alguém que sempre precisa do outro, mesmo que para ter apenas um silencio acompanhado, que pode assim sem mais nem menos ser quebrado por uma conversa, ou quem sabe por uma canção que fica mais bonita mesmo que desafinada quando cantada a dois, ou ainda pelo simples fato de não se descobrir só.
É necessário aos meus olhos dividir aquilo que vejo, observo, sinto, talvez por isso escrevo, dividindo o que há em mim, repartindo o mundo que alcanço, as palavras que ouço vindas do meu coração, as vezes tão difíceis de serem contadas, tantas outras mal compreendidas, sem sintonia como se fossem intraduzíveis.
Dividir o que é novo, relembrar o que é passado, sonhar com o futuro, todas essas coisas a dois são obtidas com mais paixão.
Quando a sós, vejo o quanto o cotidiano e todas as suas coisas simples, as quais automaticamente desprezamos, e juramos viver sem sentir falta, nos faz uma falta absurda.
São as tais raízes que criamos, e como uma arvore que cresce forte, oferece cheiros, gostos, frutos, os quais, muitas vezes não nos damos conta do quanto são vitais a nossa existência, tornando a felicidade mais simples e ao alcance dos olhos, com tudo o que temos de mais real e sincero.
Nos momentos quando tudo o que nos sobra somos nós mesmos, temos a consciência plena daquilo que não queremos ser, do que devemos preservar e dos valores que as pequenas horas têm sobre nossas vidas.
Quando tudo parece gigantesco, estranho, e cheio de vozes e sons que não reconhecemos, nos vemos assim com uma saudade que nos cobre de uma certeza capaz de fazer enxergar o quanto somos simples e felizes, com as coisas do dia a dia.
O café da manha na mesa da cozinha, a cama na qual lançamos nossos sonhos, o caminho do trabalho, o cheiro de casa, o som de vozes amigas, o latido incomodo do cachorro, o telefone tocando, as coisas nossas, a liberdade de saber aonde ir sem se perder, a paz de ser feliz e mais nada, simples assim!
D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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