Pela janela de nosso olhar tão traidor

Acredito que não existem verdades absolutas, a não ser aquelas que nós mesmos criamos como princípios, e que mesmo assim, muitas vezes são derrubadas pela transitoriedade dos acontecimentos que a vida nos impõem, fazendo com essas verdades amanheçam obsoletas.

Percebo que para algumas pessoas, e em muitas situações na vida, encaixa-se bem aquele velho ditado, ou verdade que constata que só damos valor aquilo, ou a quem perdemos. Fugindo a regra de que não existem verdades, infelizmente vejo o grande numero de historias que se fazem seguir por esse caminho vazio e perdido.

Pior do que não conquistar algo que se quer, é perder por não dar valor àquilo que se tem, convivendo com um arrependimento sabido dentro de si, muitas vezes indigno de indulto.

É do ser humano não dar valor aquilo que esta ao alcance de suas mãos, visão, sentido.

Em um namoro, por exemplo; quando de um lado o encanto se perde, percorrendo assim o caminho do termino libertário para um, e doloroso para outro. “O libertário” um dia se arrependera quando verificar que o “lado” que foi machucado, esta com outra, lindo, renascido das lagrimas que causamos, cheio de vida; Nesse encontro nos deparamos não com aquele “farrapo humano” que deixamos, mas com aquela pessoa que nos fez encantar um dia: livre, interessante, feliz, e que nós mesmos muitas vezes matamos com o cansaço, a falta de paciência, ou as aventuras que vemos passar pela janela de nosso olhar tão traidor, enquanto estamos aprisionados pelo coração; assim num impulso explodimos com fúria a porta que nos aprisiona, nos esbaldando então em dias de uma feliz libertaria, que logo mais trará novamente o frio da solidão e a busca pelo aconchego, agora perdido.

Reclamamos de coisas simples, ou melhor, não sabemos dar valor principalmente a elas, que são capazes de nos fazer uma falta absurda.

Seu carro é uma “porcaria velha” que só dá problema: experimente ficar sem ele.

Seu aparelho celular é velho, arranhado, não tira fotos, não tem mp3, é grande: experimente perde-lo, ou ser roubado.

Não quer comer o mesmo prato do almoço: pense em quem daria tudo por um prato de qualquer coisa.

O guarda-roupas esta cheio de roupas velhas, lembre-se de quem não tem se quer um guarda roupas.

Chateado pela gripe que o deixara em casa no feriado, prenda o nariz com as mãos e coloque-se no lugar de quem esta no hospital, e respira com a ajuda de algum aparelho.

Acordar segunda-feira para ir àquele emprego que você acha um “porre”, existe pais de família que se levantam sem saber o que colocarão na mesa ate o meio dia para matar a fome de seus filhos.

Seus pais o chatearão, lembre-se daqueles que sobrevivem apenas com a lembrança do colo de sua mãe já falecida.

Seu filho ainda pequeno derrubou aquele perfume caríssimo, pense nos pais que não tiveram a oportunidade de conhecer a travessura de um filho nascido morto.

Tudo tem seu preço, valor, estima.

Raras são as vezes que paramos para pensar no valor de cada coisa, pessoas ou acontecimentos impressos em nossas vidas. Poucas são as vezes que nos damos conta a tempo do que poderemos perder, daquilo que nos trará uma falta quase que vital se nos deixar.

Sei não sabido as coisas de amanha, porem procuro enxergar tudo o que tenho hoje, amando-as com uma intensidade que talvez possa machucar-me um dia, mas que com certeza não me trará o arrependimento de perde-las por minhas próprias mãos.

Preste atenção ao tempo que dedicas àquilo que amas, pois o próprio tempo é traidor daquilo que não sabes cultivar.

Não transforme a perda em uma verdade absoluta de sua vida!

D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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