A cadeira

Era uma tarde de anuncio de primavera, sai para caminhar com meu pai, como ainda não havia almoçado, entramos em uma lanchonete destas de fast food.

Mesmo a comida não sendo la nem muito saudável, nem apetitosa quanto, era a opção que de imediato nos apareceu.

Já acomodados em uma mesa, começamos a comer.

Crianças corriam de um lado pra outro, não se contentando em permanecer na área recreativa.

Gritavam, brincavam, riam

Nesse tipo de estabelecimento elas enlouquecem, não as culpo, pois nos vários comercias de televisão, os publicitários fazem questão de passar uma imagem de que ali, a felicidade é completa e o mundo é cor de rosa.

Foi então que meus olhos enxergaram, alguém que também saiu de casa na intenção de ver aquele mundo cor de rosa, mostrado nos comerciais de televisão.

Havia no local uma menina cadeirante que desde o primeiro momento afixou os olhos no play, e em todas as outras crianças que ali estavam.

Eu olhei o mundo naquele momento por aqueles olhos, era desenhado em seu rosto sua vontade de também correr, e brincar, e cantar e de ser criança.

Cada parte do seu corpo parecia gritar com o intuito de talvez ergue-se daquela cadeira e saltar para a vida, para aquele mundo fascinante que ela só conhece em seus sonhos.

Senti a vida passar diante de meus olhos, sentada ao lado de meu pai, a impressão de minha infância ficou ainda mais nítida, senti-me novamente naquela tenra idade, lembrei das vezes que brinquei de pique escondi, apostei corrida, cai, levantei, aprendi a andar de bicicleta, construí pequenas casinhas, etc.

Lembrei do quanto reclamos sem razão, do quanto nos culpamos inutilmente, que culpa então tinha aquela menina. Qual terá sido seu o pecado cometido para tamanho “castigo”.

Faltam-me palavras para descrever o tamanho da minha emoção, o quão grande a vontade de chorar.

O tamanho das minhas indagações não cabem neste texto, não cabem em mim, pergunto-me apenas porque, seja lá coisa de uma outra vida, seja la destino, seja la o que for, pergunto-me apenas porque.

Queria tão somente ter o poder de um Deus e transformar-me novamente criança, assim então movida de inocência e alegria, correria e dançaria, rodopiando, brincando e vivendo,  tornando real o sonho daquela menina, como se dissesse a ela que sim é possível maquiar até mesmo a dor de alegria.

Sorrindo então ela estaria mais feliz do que qualquer outra criança ali, pois em seus olhos reluziria a felicidade possível que Deus concede a todos, porem que poucos chegam a conhecer, ou tão somente vive-la. Sei que isso é mais um sonho, proveniente da mesma essência existente nos daquela menina.

D.S.L 

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

Uma consideração sobre “A cadeira”

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