De volta pra casa…

Quis perder minhas asas, recolhendo os sentimentos e pensamentos para dentro mim. Tive medo do rumo das historias, dos sentimentos dos personagens, esquecendo-me que ao menos diante das minhas palavras eu hei de ter o direito de ser livre.

Cerrei os olhos para luz, cor, ou qualquer outra coisa que me levasse de encontro à beleza antes cultivada nas diversas faces do cotidiano.

Afinal, tudo me pareceu uma grande mentira, visões inventadas de uma alma em transe, tão fora da realidade quanto essas palavras rabiscadas.

Andei machucada, ferida, cabisbaixa, como se houvesse perdido algo muito importante.

Como se uma ponte me separasse da vida.

Não imaginava o que, apenas sentia ter perdido.

Tive medo de não ter vontade de acordar novamente, pois dormir pra sempre era melhor do que viver sem aquilo que me faltava. Tive medo de nunca mais encontrar algo que me fosse importante, que valesse a pena.

Tudo gritava dentro de mim, mas eu não conseguia gritar pra fora, fiquei assombrada, sonolenta, doente de uma alma que berrava suas dores, ensurdecendo meus ouvidos. Quando a alma grita parece te prender em um quarto com uma porta trancada sem fechadura, sem chave, ninguém escuta seus medos, ninguém entende.

Não se enxerga coisas belas, não se cria frases sonoras e cheias de harmonia, quando se esta vivendo por obrigação, cansada de sentir demais, de viver demais, e sempre encontrar de menos, esperar demais, sem jamais ver chegar.

É como adentrar pela mesma porta, da mesma casa todos os dias, encontrar as mesmas coisas, e ter vontade de mudar tudo, por nada daquilo fazer mais sentido, por tudo ter perdido a importância.

Nem que para tal mudança fosse necessário quebrar todos os porta-retratos na estante, os quadros nas paredes, as coisas que se sabem estar colocadas no mesmo lugar. E são essas coisas nos mesmos lugares que não lhe permitem caminhar, não lhe deixam seguir em frente.

Foram dias e dias de chuva, dias e dias trancada nesse silencio que me aterroriza tanto quanto esses gritos. E essa tranca só se abre por dentro, ninguém tem o segredo dessa chave a não ser você mesmo. Portanto, quebrei tudo o que havia, destruí todos os porta-retratos e tudo mais que precisa ser destruído, para agora abrir as janelas da alma e reencontrar o que havia perdido, reencontrar a mim, a meus sonhos e a minha caminhada em busca de todo amor que houver nessa vida.

D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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