Entre o céu e a terra

Outro dia conversando com um amigo, entre outras coisas, surgiu o assunto religião. Ele é espírita, religião da qual tenho muito respeito, alias tenho respeito por todas as religiões desde que não usem a fé para obterem vantagens e nem sejam comandadas pelo fanatismo, considero o espiritismo a melhor delas para explicar a vida pratica em si, e tudo mais que nos rodeia.
Costumo dizer que não tenho religião. Acredito em Deus, cultivo a fé em seu Espírito Santo, faço minhas orações, meus rituais particulares, e acredito nas obras que levam o bem e o amor acima de qualquer coisa.
Conversando com esse amigo lhe perguntei como se explica na visão da religião dele, os encontros, acontecimentos e desencontros em nossas vidas, este me respondeu que a partir do momento em que voltamos ao plano terreno, escolhemos as pessoas a quem queremos encontrar, seja para continuarmos algo passado interrompido em outra vida, seja para aprendermos algo novo em mais uma passagem por aqui, ou dar continuidade a um sentimento maior.
Ele me explicou que voltamos a terra varias vezes para que o espírito seja aprimorado, e assim nos prepararmos para sermos usados por Deus para trabalhar em suas obras terrenas.
Curiosa como sou para saber como os encontros acontecem, perguntei por que então vez que “combinamos” nossos próprios encontros muitos deles não dão certo? Principalmente no campo sentimental, ou melhor, no meu campo sentimental, digamos assim!(risos)
Ele pacientemente e com um sorriso no rosto, me respondeu que Deus nos deu o livre arbítrio.
Calei diante desta constatação, pois já imaginava que se tratava disso.
Muitas vezes uma alma esta receptiva e a outra também, mas temos o direito de escolha, e estas escolhas geralmente são pautadas em aparências efêmeras e sentimentos confusos, acredito que quando duas almas estão predestinadas, as mesmas sentem medo.
“É difícil perder a virgindade da alma”, por isso vemos tantas e tantas pessoas vagando sem rumo, obtendo perdas gigantescas em suas vidas e logo se arrependendo tardiamente, ou não.
Após essa conversa eu fiquei a me perguntar quantos encontros marquei pra essa vida na tentativa de acertar o alvo!(risos).
Reconheço muitos desses encontros: amigos, meus pais, até as pessoas que passaram por mim e muito me machucaram as reconheço como aprendizado e crescimento; Mas há um encontro em especial que ainda não aconteceu, ou aconteceu e alguma das partes utilizaram-se de seu livre arbítrio, se for isso espero que tenhamos uma segunda chance.
Naufrago em um mar de questionamentos, achando o assunto cada vez mais interessante e mágico.
William Shakespeare já dizia "existem mais coisas entre o céu e a terra do que possa prever nossa vã filosofia”.
Jamais saberei as coisas que há entre esse limite (o céu e terra), mas sinto esse encontro cada vez mais perto.
Não é apenas o encontro de dois corpos, ou de duas vidas, mas sim o encontro de duas almas… Que há muito tempo se reencontram, sempre renovando os votos a cada nova vida, por saberem que só a eternidade é a medida exata para viverem este imenso amor.
D.S.L

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

2 comentários em “Entre o céu e a terra”

  1. Oi Elaine, sempre temos uma segunda chance, mas não vamos esquecer as palavras de Allan Kardec “Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza”, então vamos sempre semear o amor, e fazer sempre o bem sem olhar a quem, sei que é dificil, pois afinal somos humanos, mas vamos semear o amor pelo proximo e pelas obras do seu criador, com certeza colheremos neste mundo ou no outro os frutos desta.Parabéns pelo Blog.

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  2. Escriba, bom mesmo é Sartre que ensinou “terrenamente” a não tirar o pé do chão. Porque, se flutuar mal, não terá a quem culpar: foi escolha pessoal, portanto, sanções também são méritos/punições pessoais. Beijão!

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