Para que o amor continue sendo possível.

Tenho evitado as tais “certezas”, não por descrença, mas por decreto dos dias o tempo as apagou de minha história com sua impiedosa borracha de realidade. Tenho evitado certezas, dando lugar ao diálogo sábio com as conclusões, e uma delas em especial tem me libertado: errei com todas as pessoas que conheci, cresci.

Não há exceções: errei com todas as pessoas que fizeram parte da minha vida, todas! Com cada uma, de uma forma diferente, em vários momentos, ou em um único, e o que me causa espanto é que meu sentimento para com a grande maioria delas é amor, portanto, de maneira ainda mais libertadora corrijo-me afirmando que errei com absolutamente todas as pessoas que amei, diante disso, enfim a liberdade da culpa, do medo, do remorso, da dúvida, diante disso adormeço tranquila, liberta, pois todas as pessoas que conheci, e que espantosamente me devotaram amor, também erraram comigo, machucaram-me duramente com palavras, atitudes, abandonos, desvalores, desimportâncias, todas, seja por frustradas expectativas, seja por desconhecimento no manuseio do sentimento, não importa; eis o grande fato de sermos humanos, falhos, que minha consciência e coração remoeram durante tanto tempo, buscando porquês, acreditando que diante do amor teríamos que ser sábios a qualquer custo, mas o amor é uma grande loucura, e para se achar sabedoria na loucura é preciso tempo, mãos calejadas, olhos marejados, coração cicatrizado, costurado, refeito, curado, e hoje liberto.

Perante o que parece uma conclusão triste e cruel, liberto-me, perdoo-me e sigo para que limpa de qualquer dor, e destituída de toda mascara, o amor continue sendo possível.

Se te amei, ou te amo, então te feri ou te machucarei, claramente uma proposição matemática, de raciocínio logico entendo apenas o necessário, da vida, do amor, talvez nem isso, nem mesmo o necessário, mas tenho tentando colher menos aprendizado e mais sentimento, pois sentir é distante de qualquer logica perfeita, completa, finda. Errei com absolutamente todas as pessoas que amei, e algumas delas, tal qual a mim, não souberam voltar, a outros fechei a porta para irem embora, ainda assim, libertos, em algum lugar do tempo que conta nossa história, eu os amei, fui amada, e isso é maior que tudo, é infinito. Outro dia ouvi que o infinito é mais uma pobreza da palavra humana, a qual é incapaz de traduzir a magnitude de qualquer sentimento.

D.S.L.A

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Autor: ela...

Elaine. Ela. Helena. 17. Setembro. Há alguns anos atrás. Ascendente em peixes. Brasil. Santista de nascimento. Baiana de descendência. Mineira de coração e endereço. Muitas e de muitos tamanhos. Letras, palavras, frases. Nossa Senhora Aparecida. Família. Música. Sol. Brisa. Luar. Prefiro mar. Branco. Tenho uma irmã mais nova. Minha maior paixão tem mais de 100 anos. Abraço. Meu pensamento é hiperativo. Tenho os melhores amigos. Cometo ao menos um erro todos os dias. Converso com Deus. Já mudei de emprego três vezes, já mudei de vida outras varias. Por do sol. Não faço nada sem dois ingredientes: paixão e entusiasmo. Primavera. Beijo. Horizonte. Esperança. Cinema, quadros, composições. Já machuquei quem não merecia. Olhar. Exagerada e sensível. Carente. Bagunceira. Transparente. Meu primeiro livro publicado e grande orgulho: Quando Florescem as Orquídeas. Tenho um blog e uma coluna semanal em um jornal do interior. No mais sou abençoada. Sei dizer apenas que tudo passa!E que eu sou bem feliz! D.S.L

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