Vinte e seis

   Quando eu nasci alguém naquele exato instante do meu primeiro choro, devia estar “sambando na corda bamba de sombrinha”, talvez por ter sido noite de lua cheia numa sexta feira, as seis da tarde, caindo já a noite, onde todo mundo relaxa das dores da semana e só pensa em cumprir a única função para que Deus nos destinou: ser feliz!
   Não devíamos trabalhar, nem tão pouco pensar tanto em dinheiro, não estudar, não ler, não cantar, devíamos nos ocupar em apenas ser feliz!Mas esta ai a formula: ser sábio é realizar todas essas coisas com felicidade!
   Porque posso trabalhar pensando em musica, e musicar pensando em trabalho, e ler pensando em cantar, e estudar pensando em ser feliz.
   A única coisa que eu não posso deixar de fazer para ser feliz, é simplesmente amar, “Amar e desamar” como disse o poeta, e fazer desse amor um show, deixando a vida como palco, deixando a todos como platéia da grandiosa ciranda louca de um coração nu, diante de uma alma encontrada, tão desejada, tão procurada, e anunciada pela cor das estrelas que brotam no céu assim, quase que do nada, tão desejada!Tão desejada!
   Amar, sabendo não ser fácil, sabendo sem saber, querendo entender, querendo falar, alguém disse “amor é igual tosse, ninguém consegue esconder”, definir. E mesmo que se fuja disso, mesmo que se precipite todas as horas e todos os caminhos, tudo o que nos cerca tem esse sentido: amar!
   Que musica que pode ser, sem amor por alguma forma, sem forma, em cor, qual livro que merece aplausos sem final feliz, filme que termina sem ser pra sempre, abraço sem coração envolto, pulsante, mãos que soam num encontro que fazem de um instante um brilho delirante.
Ilumina-te com a vida!Salve, salve amor!
   Droga de vicio de amar, que as vezes causa dor, mas que reconhecido colori a vida, trás cheiro de flor, e um riso mesmo que tímido, não resisti, amor que perdoa, que assombra, sublime, forte, bobo, seja como for, pra quem for, seja lá se pra sempre, ou por alguns instantes, simplesmente amor!
D.S.L

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