Não foi por amor

Em memoria de Eloá, nome de origem hebraica que significa Deus!Que Este a acolha em paz!

O que mais dói além da vida fresca que se encerrou em meio a tanta crueldade, sofrimento e injustiça, são todas as coisas que ficarão para sempre na lembrança daqueles que viveram com ela nesses poucos quinze anos, e todas as outras coisas que ela não vivera e que não serão compartilhadas com aqueles que realmente a amam.
Seus pais não presenciarão sua entrada numa igreja, vestida de noiva, ainda mais linda do que sempre foi, sua mãe não lhe ajudara a cuidar do primeiro filho, os natais em família não serão como antes, a vida de todos os amigos ficara marcada por essa cicatriz que sempre estará lá, os vizinhos terão mais medo e cuidado em relação aos amigos, namorados ou qualquer pessoa que seus filhos se envolvam
A menina linda, de riso aparentemente fácil e de um brilho e beleza estonteante não terá um primeiro emprego, uma profissão, não dançara no baile de formatura, não tomara o primeiro porre, e tantas outras experiências comuns a quem vivi, pois a menina partiu, levando seu brilho certamente para dentro de alguma estrela que poderá ser vista em noites claras, cheias de encanto e magia, assim como o encerramento desta vida que certamente deixa marcas profundas em todos nós.
Fica uma sensação de impotência, medo, tristeza, é quase inacreditável que alguém possa usar o amor como arma para cometer tamanha atrocidade.
Não foi por amor!
Egoísmo, maldade, loucura, perversidade, fraqueza, possessão, mas jamais por amor.
O amor serve para transformar ódio em perdão, arma em flores, guerra em paz, morte em vida, assim como a da menina que doou-se em um ultimo ato de amor, seu coração batera em outro peito, seus olhos brilharam em outra face, seus pulmões respirarão novos ares, e ela ficara viva ainda por muito de uma forma tão linda quanto ela.
Não foi por amor!
Não sei se devo dizer que ele estava com o coração partido, sangrando, pois não sei se ele tem um. Não sei quantas dores o fizeram chegar a tal ponto, ou quantas vezes sua vida foi desfeita por um termino, ou qualquer outra perda, seja como for, não lhe era de direito destruir a vida de tantas pessoas, não cabe defesa, nem paciência, nem cuidado, a ele nada mais cabe, talvez nem sua própria vida.
Eu não sei o que Deus pretende nos ensinar, quando permite que algo tão ruim acometa nossas vidas, talvez perdão, talvez alerta, mas certamente mostrar que o amor não é isso, e que é preciso leva-lo mais a serio, com mais cuidado, vive-lo de forma crescente, sadia, alegre e triste quando tiver que ser, mas vive-lo, e jamais bater, machucar ou matar em nome dele!

D.S.L
É com o coração invadido de tristeza que rabisco estas palavras

A procura da “noitada” perfeita!

Eu queria ter te levado à festa ontem, dançado com você, deixando a noite ao amanhecer, com os pássaros a cantar a nossa ultima musica, aquela melodia que anunciaria a chegada de mais um dia ao seu lado, daí então deitar você na minha cama de solteiro mesmo pra gente dormir mais que junto, mais que perto, se misturando, se invadindo… Adormeceria olhando pra você e pedindo a Deus que todas as manhas eu acordasse do mesmo modo: com você do meu lado.
Eu quero…
Mas você se quer me conhece, a vida ainda não deu jeito de nos apresentar! Mesmo eu saindo quase todas as noites, mesmo eu cantando, dançando e sorrindo, como se te buscasse com tudo isso, como se você estivesse por perto a todo o momento, talvez com medo de chegar até mim, ou então esperando assim como eu a hora certa.
Sentimentalmente falando eu já estou na terceira idade!(risos). Ainda não descobri como as pessoas se dão de corpo tão facilmente, fazendo fila na noitada pra distribuir nada! Beijos sem desejo, sem magia, nada! Mãos que tocam corpos sem a claridade de algum sentimento, olhos que mal se cruzam, e belezas tão frias, tão nulas, tão sem interesse, eu não entendo. Apenas pra fazer “numero”, estar na moda, entre os dez mais cotados da madrugada.
Todos os mais cotados certamente acordam como eu, ou pior, pois mais cruel do que acordar sonhando com alguém que não esta do seu lado, é acordar com um pesadelo e um enorme vazio que não cabe na alma, bem pior do que este vazio que eu tenho dentro de mim agora, pois um dia eu vou preenche-lo de você, e de todo amor que guardas para o momento do nosso encontro, vou entupir esse vazio com todos os seus sorrisos, e beijos, abraços, e palavras doces, os seus melhores olhares, todas as noites de amor que teremos e que certamente serão infinitas!Vou preencher esse vazio com todos os poemas bobos que vou te escrever, com os sorrisos amarelos que você terá toda vez que esse meu amor explodir em meio a quem quer que seja, vou cantar pra você, te olhar, e passar as mãos sobre o seu rosto todas as vezes que você me olhar daquele jeito como se dissesse: como eu posso te amar tanto?
Eu queria que você estivesse aqui agora, esta quase insuportável à falta que você tem feito em todos os meus dias.
Já não sei onde te encontrar, de que forma chamar sua atenção!Mas seja como for, pode até ser que eu te encontre numa dessas “noitadas” de gente vazia, com seus beijos sem luz, e seus abraços frios, eu sei, quando chegar o momento a gente vai se reconhecer!
Demora não!
D.S.L

Quando tudo o que quero é um final feliz

Obs: Escrito a muito tempo…

Ao contrario do que possa parecer eu não me sinto leve, não é fácil estar no meu lugar, na minha situação, não é nada fácil!
Por mais que quisesse lutar contra, no fundo esperava que desta vez talvez, quem sabe, poderia enfim acontecer, mesmo que todas as evidencias mostrassem o contrario, mesmo que todos pedissem para que me prevenisse, eu tenho esperança nas pessoas, e sei que com carinho, cuidado e atenção elas podem mudar, ou melhorarem, ou compreenderem a vida de uma outra maneira, não a minha maneira, mas da maneira delas próprias e assim se sentirem mais felizes, mais completas, talvez encontrando o que elas buscam, já que cada um busca algo.
O teu jeito leve de ver as coisas, as tuas risadas fáceis, o teu sarcasmo, e até os teus abraços curtos, e teus olhos medrosos, seus beijos sem destino, começavam a me cativar, sim, eles estavam a me dizer alguma coisa, talvez algo que você nem seja capaz de entender, no pouco eu sentia com esperança que poderia se tornar muito.
Não é fácil estar aqui sentada, mais uma vez, me despedindo, não é fácil estar aqui mais uma vez escrevendo palavras que provém de uma esperança manchada, e de um coração que tantas vezes viu suas portas se abrirem e na mesma rapidez se fecharem.
Não é fácil saber que mais uma vez eu fui teimosa e remei contra a maré, no teu caso contra a tua essência.
A culpa não é sua, talvez eu seja frágil demais, talvez nasça desta fragilidade aparente o medo que as pessoas sentem em me “contar”, ou dizer certas situações, eu sempre tentei te compreender, e por absurdo que fosse a historia eu tentava enxergar verdade nas tuas palavras, eu lhe dei um voto de confiança, e agora eu me pergunto quantas coisas você deixou de me dizer com medo da minha fragilidade, ou sei lá que nome possa dar a esse medo que todos sentem.
Era mais simples do que você imaginava, mas você não estava com disposição suficiente, sei que estava se empenhando em ser aquilo que todo mundo espera, alguém meio que “normal”, com outro alguém meio que “normal”, pra fazerem coisas meio que “normais” juntas, mas sejamos sinceros, não é dessa normalidade que você precisa, não neste momento. Não é de toda essa paz, e do meu abraço acolhedor, e dos beijos cheios de carinho, e do meu olhar a tentar penetrar no seu, não é disso que você precisa, não nesse momento.Eu posso estar enganada, mas agora você precisa se encontrar, precisa saber quem é, pra depois saber o que querer.
Eu sinto muito, por mim, e por você, e por todas as noites que não vão mais acontecer, e por todas as tardes que vão desaparecer dos meus sonhos, e pelos bobos poemas que eu nem cheguei a rabiscar, eu sinto muito por estar aqui, tendo que lhe escrever tudo isso, com tanta tristeza, uma tristeza que não vem só dessa historia, trata-se de algo acumulado, de um passado cheio de erros, repleto de historias que terminam sempre assim, tristes, quando tudo o que quero é um final feliz.
Eu não estou chateada com você, nem magoada, nem ferida, trata-se de algo que não tem nome.
Eu vou sentir saudades!
E é como já lhe disse infinitas vezes… Estarei aqui sempre que você precisar, não como namorada, ou “ficante”, paixão, ou amor, estarei aqui como amiga, pode contar comigo sempre.
Tem uma frase que diz que: “às vezes quando a gente perde, a gente ganha”, espero ganhar tua amizade sincera.
E assim como eu, que não perderei a esperança de encontrar o que procuro, mesmo não sabendo onde esta, eu lhe peço que não perca a esperança de se encontrar, e ser feliz!
Pode soar ingênuo mas é isso que nos faz forte e que jamais nos deixa desistir, mesmo em meio a tempestades.
Em algum momento o vento soprara tudo pra longe, e assim como uma janela que se abre, tudo o que se busca estará ao alcance das nossas mãos.
Acredite em Deus acima de todas as coisas, tenha encontros com ele, mesmo que pareça loucura, mesmo que aparentemente ele pareça estar em silencio, ele lhe diz alguma coisa todos os dias. Pare pra ouvir!

D.S.L

 

A melodia das aguas ao encontro das pedras

"_ Eu sei… Pensei que tinha acontecido alguma coisa, assim acaba me assustando! Só você mesmo… Não se cansa de me pregar peças? Pare de ser tão moleca! Onde já se viu marcar um encontro para dizer que…
_ Você é mesmo um tonto!
_ Por que? – perguntou surpreso.
Luiza colocou uma das mãos sobre o lado esquerdo do peito de Renato e com a outra acarinhou-lhe os cabelos, os olhos da menina admiravam o rosto de seu Querubim como se estivesse vendo-o pela primeira vez, nada mais foi dito, todas as perguntas calaram, todas as duvidas e “por quês” deixaram de existir, pode-se ouvir naquele instante a melodia das águas ao encontro das pedras, eis que enfim os olhos se fecharam, cúmplices dos lábios que estavam por se encontrar; todo aquele amor pareceu se concentrar naquele beijo, os braços se encaixaram ao corpo um do outro num laço de amor e esperança.
Após o beijo Renato não fez outra coisa senão sorrir, olhar para sua Luiza, sorrir novamente, e beija-la sem nada dizer para ter a certeza de que não estava a sonhar.
_ Por que não me disse nada?
_ Tive medo.
_ Medo? Ora Querubim! Eu poderia ter demorado ainda mais para descobrir e assim poderíamos ter se perdido um do outro.
_ Não vamos mais falar disso! Já não importa! Estamos aqui, não nos perdemos e antes que eu te beije novamente para ter certeza de que não estou sonhando, quero te dizer com todas as letras, com todos os sons que… Eu amo você. Desde do primeiro momento que olhei nos teus olhos meu coração te encontrou!
_ Querubim!
_ Sou sim, só teu!
_ Amo você também, quando me disse que iria embora descobri o quanto, fiquei desesperada. Você sofreu…
_ Não importa! – respondeu o rapaz sorrindo à deslizar a mão pela face de Luiza – Você é tão bonita, minha fada, princesa, rainha, todos estes nomes são para ti, minha “Helena”, dou-te todo este mar como prova do meu amor e não há ninguém no mundo que possa reclamar a esta propriedade, invalidando assim a prova de meu amor.
Luiza não agüentou a doçura daquelas palavras e permitiu que o brilho dos seus olhos se derramasse, nosso cavalheiro secou-lhe as lágrimas com beijos. Permaneceram no píer a conversar e sorrir até que a lua se espalhasse completamente pelo céu, dando ainda mais brilho àqueles olhares apaixonados… "

D.S.L

Trecho de um de meus livros!

Para amar uma mulher – parte I

Feche os olhos…
Perca-se dentro de você primeiramente…
Busque o melhor que pode sentir, sinta seu corpo, todo o sangue correndo nas veias como uma correnteza.
Sinta medo, pavor, rubor…
Sinta paixão, excitação, loucura, vida, morte, resuma tudo em um momento e transforme todas essas sensações em amor.
Comece a tocá-la, como um pianista dedilhando uma composição sem partitura, sem rumo certo.
Tenha medo…
Olhos permanentemente fechados, sinta seu corpo pedir algo que esta a sua frente, como um naufrago que sonha em tocar novamente a terra.
Toque-a, sinta, percorra, viaje não apenas num corpo, desligue-se da matéria, se perca e perca o medo. Deixe que seu coração se ilumine e lhe guie.
Toque seu corpo não apenas com as mãos que neste momento com certeza estarão tremulas, suadas e pálidas de tanta vontade, de tamanho desejo, imagine que suas mãos já não são mãos, que seu corpo já não é mais corpo, liberte-se da matéria.
Posicione-se diante dela como um rei diante de sua rainha, reverenciando-a, posicione-se com a mesma doçura de quem dança a valsa do primeiro amor.
Permita que seus ouvidos escutem a musica que ela ira compor a cada gemido, a cada espasmo, a cada grito.
Não deixe que suas mãos desfaleçam do corpo dela, percorra seu pescoço, não atentando apenas para a carne, persiga sua jugular com a sua boca.
Embreague-se no cheiro de seus cabelos ainda com a boca perseguindo toda a vida que pulsa em sua veia.
Olhos fechados, mãos que a seguram cada vez mais firme, cada vez mais forte, sem machucá-la, tenha o mesmo cuidado que um jardineiro a cuidar de sua rosa favorita.
Beije-a, beije-a, beije-a com paixão, com ardor, com amor, percorra sua língua pelo céu aberto de sua boca, como quem degusta uma pedra de gelo em uma tarde de verão, engula todo o sabor que a boca dela oferecer.
Despeça-se de seus lábios, sinta novamente o cheiro de seus cabelos, viria e beije sua nuca, massageie suas costa com maciez de sua língua, viria novamente, ela neste momento já estará percorrendo o caminho onde se entregara totalmente a você.
Tome seus seios de assalto, beije-os, lambe-os, lambuze-os, deleite-se e deixe que seus ouvidos ouçam a melodia que ela estará entoando com ainda mais paixão e vida.
Deslize suas mãos pelo seu corpo como se estas fossem capazes de fazer desaparecer cada cicatriz que já fizeram naquele mesmo corpo, tantas vezes tomado sem amor, sem sentimento, apenas pela carne, pelo desejo, pela paixão efêmera, ou ainda por vaidade.
Peça permissão com o olhar para que ela se abra, toque-a neste momento de entrega, sinta cada pedaço que ela esconde, sinta sua parte pulsando, úmida, prestes a banhar-te tamanho o desejo de ser sua.

Para amar uma mulher – parte II

Feche os olhos novamente, continue a toca-la, repouse sua boca em seu beijo, percorra ainda mais lentamente o seu corpo, beijando-a como se dissesse a ela o quanto a ama, e como este amor embeleza todo o seu mundo.
Abra os olhos, diga dentro de sua alma o quanto ela é linda, diga dentro de sua alma o tamanho de seu amor, diga dentro de seus olhos quão grande, mágico e encantador é estar ali diante dela.
Feche os olhos, não queira mais vê-la, deixe que sua alma fique livre com a cegueira dos olhos cerrados, encontre com a alma procurada, tão desejada, tão desejada.
Você já não sabe quem é, perdeu-se embriagado pelo néctar que sua rosa mais que linda, mais que bela, exalou.
Beije-a, beije-a, beije-a, entonteça, deixe seu corpo suado, cansado, quase morto completamente entregue, liberto de qualquer outro pensamento que não seja ela.
Liberte-se!
Beije seus pés, suas pernas, coxas, braços, boca, bochechas, pescoço, mãos, ventre.
Nua, toda sua, sinta-a livre neste momento, deixe que ela grite, e sussurre, e naufrague na claridade de tanto prazer, de tanto querer, de imenso amor.
Eis chegado o grande momento, o qual vai alem da união dos corpos, ultrapassa as barreiras do som, as regras de qualquer jogo, as normas de qualquer sociedade… Esqueça de tudo a seu redor, rasgue leis, quebre protocolos, despeça-se da confusão do dia a dia, pense apenas nela, desapareça com todas as outras historias, com a vida que ficou lá fora, com o mundo que parece parar, viaje para dentro dela.
Faça com que ela dance no bailar de seus quadris, e mesmo com a sensação de que seu corpo ira desfalecer em seus braços, deixe ela se abrir cada vez mais, sinta-a com ainda mais vontade; repouse a boca em seu beijo escasso de saliva, beije-a, molhe sua boca com o que lhe resta de vida, regue sua boca com esta sensação de desmaio, e de paz, de amor, de ardor, paixão, amor…
Ilumine-se com a junção de sua alma com a dela, de seu corpo com o dela, de sua paz com a dela, e de algo único: o amor que vive em vocês.
Saia de dentro dela em silencio, abra os olhos, olhe os dela naufragados de vida, beije-a, e deixe que ela sorria pra você, deixe que ela procure sua boca mais uma vez, beije-a, sorria para ela, a admire com os olhos mais doces,ingênuos, e encantados, como os de um menino assustado que descobre o amor. Não sinta medo.
Cubra-a com o seu abraço, abra a janela, afaste a cortina, ou seja lá onde vocês estiverem, procure no céu o sentido que os levou ao amor.
Deite-a em seu colo, deixe que ela repouse, vele seu sono se assim achar necessário, ou se seus olhos não conseguirem deixa-lo dormir por não se cansarem de olha-la.
E na manha, tarde, ou noite seguinte e pro resto da vida, faça amor com ela.
D.S.L

Obs: Toda mulher deve ser amada dessa forma!E doar o mesmo amor!